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Setembro Amarelo: Ame-se e tenha sabedoria

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Setembro Amarelo: Ame-se e tenha sabedoria

Setembro Amarelo: Ame-se e tenha sabedoria

O Setembro Amarelo é uma campanha de prevenção ao suicídio, iniciada em 2015 no Brasil. O número de mortes por suicídios no país aumentou 12% nos últimos quatro anos, segundo dados do Ministério da Saúde.

O tema gera preocupação. O levantamento registrou 12.895 suicídios no Brasil no ano passado, o equivalente a um caso a cada 41 minutos durante o período de quarentena.

O Brasil está no 8º lugar no ranking da Organização Mundial da Saúde – OMS, dentre os países com maior número de suicídios, ficando abaixo de países como Índia, China, Estados Unidos, entre outros.

O que favorece?

Os especialistas apontam que o comportamento suicida divide-se em 3 fases: pensar em suicídio, tentativa de suicídio e consumação do ato. Entre os fatores que levam ao suicídio estão: depressão, problemas amorosos ou familiares, uso de drogas ou álcool, bullying, traumas emocionais e diagnósticos de doenças.

“Quando não conseguimos nos curar emocionalmente, somatizamos isso fisicamente – hipocondrias e alergias em geral -, pois a doença é a única maneira de nos relacionarmos com nossos próprios corpos. Pessoas que não conseguem se relacionar com seu próprio corpo – por trauma, baixa autoestima, abuso – têm essa dificuldade. As relações que mais marcam as pessoas são os namoros e as relações amorosas”, afirma Bispa e psicóloga Lúcia Rodovalho.

Deixando Marcas

Um levantamento feito pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública aponta que em 1º lugar entre os estados em números absolutos, São Paulo concentrou 20% dos casos. Mas também registrou estabilidade, com variação de 1% entre 2019 e 2020. Na taxa por 100 mil habitantes, Rio Grande do Sul e Santa Catarina contabilizaram a maior taxa, com 12,1 cada um.

Muitas famílias se veem perdidas neste cenário ao se deparar com a perda de um ente querido. É difícil superar e compreender. Francis Germano sempre se culpou pela morte da mãe no nascimento dele. Por isso, Francis conta que tinha pouco contato com o pai. “A depressão do meu pai foi piorando cada vez mais e eu fui criado pelos meus avós. Ele teve outro relacionamento.  Este relacionamento com a segunda esposa  não deu certo e a depressão foi aumentando cada vez mais. Até certo ponto, que ele escreveu uma carta  na véspera do meu aniversário. Dizia que amava muito a gente e pedia perdão para nós e família. Enfim, ele se suicidou e vivi por muitos anos procurando entender isto”, emociona-se ao recordar.

Nem sempre é possível perceber claramente os fatores que levam alguém ao suicídio, como uma depressão ou doença e gera ainda mais dificuldade de compreensão e aceitação do fato. Rosana França é um destes exemplos, que demorou para aceitar o suicídio da mãe. “Eu vivia muito triste e na realidade, mostrava uma alegria que não existia dentro de mim. Tive um casamento sofrido marcado por traição e agressões físicas e verbais. E quando minha mãe se suicidou foi o limite, pois me senti culpada, porque não a perdoava e tinha raiva por ela ter feito aquilo; na realidade eu lutava contra aqueles sentimentos”. 

Sentindo na pele

Entre os fatores que contribuem para os pensamentos suicidas, está o ambiente e relacionamentos da pessoa.  Ambientes onde há brigas e discussões frequentes, ou não há espaço dentro de casa para expressar emoções ou não se sentir amado e compreendido pelo companheiro no relacionamento, são fatores que aumentam a angústia, o que pode levar a pessoa a pensar em suicídio.

Luana Silva de Oliveira é um destes exemplos. Após tentativa de dois suicídios, ela encontrou a vida em Jesus, por meio da Sara. “Cresci em um ambiente sem a presença de Deus. Durante minha infância e adolescência, estava sempre em meio a churrascos, bebidas, cigarros e muitas brigas domésticas. Com o ambiente que vivia, acabei tendo convulsões e tomava remédio controlado. Com 14 anos de idade tive a minha primeira tentativa de suicídio tomando uma cartela de remédios. Fizeram a limpeza estomacal e eu sobrevivi”, lembra.

Já na fase adulta, Luana conseguiu estudar, se formar e trabalhar. Mas conta que todo seu tempo e dinheiro eram para baladas e viagens. “Em 2016 eu não aguentei a pressão, tive uma enorme crise e tentei meu segundo suicídio. Foi algo muito real, uma voz dizia para eu tirar minha vida, pois não valia nada; e outra dizia para eu ligar para o meu irmão que já era membro da Sara Nossa Terra. Ainda bem que resolvi ouvir a segunda voz e pedir socorro. Nesse mesmo dia passei a virada do ano e ao ouvir à palavra do Bispo Rodovalho me converti!”.

Ajuda

Estamos aqui para te apoiar. Não importa o momento ou o ambiente que você esteja vivendo. Podemos conversar e te ajudar a superar as suas dores e conflitos. Não deixe que os pensamentos negativos dominem o seu coração e te levem a um ato de desespero. Você é importante para nós, procure a Sara mais próxima e receba nosso cuidado e atenção.

Se você está em território nacional, também pode procurar ajuda no Centro de Valorização da Vida – CVV e nos Centros de Atenção Psicossocial – CAPS da sua cidade. O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento espalhados por todo o Brasil.

 

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