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Rodovalho comemora vitória nas urnas do segmento evangélico em matéria do Correio Braziliense

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Rodovalho comemora vitória nas urnas do segmento evangélico em matéria do Correio Braziliense

Rodovalho comemora vitória nas urnas do segmento evangélico em matéria do Correio Braziliense

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Fonte: correiobraziliense

Presidente da Concepab e da Igreja Sara Nossa Terra, Bispo Rodovalho comemorou os bons resultados obtidos pelo segmento evangélico, em entrevista ao jornal Correio Braziliense.  “A nossa maior conquista, sem dúvida, foi a vitória de Crivella no Rio. Mas, agora, o fundamental é mostrarmos resultados. Não adianta nada todo o esforço se não fizermos boas gestões”, afirmou Rodovalho.

Assim como outras lideranças religiosas, Rodovalho afirma que é impossível a mudança da laicidade do estado, mesmo que os governantes estejam completamente afinados com alguma corrente religiosa. “O nosso diferencial será fazer uma gestão moderna, que atenda aos anseios da população”, acrescentou.

A vitória de Marcelo Crivella (PRB-RJ) para a Prefeitura do Rio de Janeiro coroou o desempenho do PRB e do voto ligado aos evangélicos nas eleições municipais deste ano. Derivado diretamente da Igreja Universal do Reino de Deus — da qual Crivella é bispo, antes de ser senador —, o PRB elegeu 105 prefeitos e 1,6 mil vereadores em outubro. Sob seu comando estarão, a partir de 1º de janeiro, 9,7 milhões de pessoas.

A Confederação Nacional dos Pastores do Brasil (Concepab), um fórum que reúne a maioria das igrejas evangélicas do país, também declarou apoio a prefeitos vitoriosos, mesmo que esses sigam outras orientações religiosas, como o católico João Doria (PSDB), eleito no primeiro turno para a prefeitura de São Paulo.

A estratégia da confederação era eleger o maior número de vereadores e prefeitos possíveis. A ideia é manter a tática nas eleições de 2018, para os governos e assembleias estaduais, para o Congresso Nacional e — por que não? —, lançar um nome ao Palácio do Planalto daqui a dois anos. Os planos são ambiciosos e estão em pleno curso. Inclusive com a possibilidade de comandar uma das Casas do Legislativo a partir de fevereiro de 2017. O deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF), que é ligado à Assembleia de Deus da Missão, nega que a eleição de nomes como a do bispo Crivella possa ser atribuída ao crescimento do voto conservador. Para ele, Crivella tinha o recall de outras três eleições majoritárias e enfrentou “candidatos muito fracos”. “Chegou a hora de ele ser eleito”, brincou.

Fonseca lembra que Celso Russomanno (PRB-SP) perdeu mais uma vez a disputa pela prefeitura paulistana. Questionado se o prefeito eleito do Rio é muito mais ligado à Universal — até por ser sobrinho do bispo Edir Macedo — do que Russomanno, Fonseca acrescentou que a conexão do candidato do PRB paulistano com a Universal foi uma das razões do desgaste dele nas disputas à prefeitura de 2012 e 2016.

ESTADO LAICO

Fonseca adianta que a Frente Parlamentar Evangélica poderá lançar um nome próprio para a disputa da presidência da Câmara no ano que vem. “No Legislativo, é muito mais fácil para implantar as nossas ideias, no debate das leis. Quando você assume um cargo no Executivo, você governa para todos”, comparou Fonseca.

Para o cientista político da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, Rui Tavares Maluf, é natural o crescimento dos políticos eleitos ligados ao segmento evangélico. O movimento acompanha o próprio crescimento do número de seguidores dessas Igrejas Evangélicas. “As projeções mostram que, daqui a 20 anos, 30 anos, os evangélicos devem superar os católicos no país”, afirmou. “Não sei se daqui a dois anos, mas não é absurdo, daqui a um tempo, pensarmos em um evangélico ocupando o Palácio do Planalto”.

Ele concorda com as lideranças religiosas de que a chegada desse segmento ao Executivo não significa o fim do conceito do Estado laico. “O próprio discurso feito por Crivella, que vinha sendo maturado ao longo do segundo turno e ganhou contornos definitivos após a confirmação da eleição, mostra o prefeito eleito agradecendo a todos os segmentos da sociedade, incluindo as minorias e outras correntes religiosas”, acrescentou Maluf.

Fonte: Correio Braziliense

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