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Onda de preconceito se manisfesta contra brasileiros

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Onda de preconceito se manisfesta contra brasileiros

Onda de preconceito se manisfesta contra brasileiros

preconceitoCom o advento da internet e a facilidade de acesso às mídias digitais, nada mais passa despercebido ou impune perante o olhar crítico da sociedade. E uma das notícias que tem chamado a atenção de todos os brasileiros e repercutido na imprensa internacional nos últimos dias, é a crescente onda de racismo e preconceito.

Na última sexta-feira (12), o jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho foi apresentado como novo contratado do time Querétaro, no México. Por ser um atleta de renome e conhecido mundialmente, sua apresentação ocasionou grande movimentação nas ruas da cidade, o que não agradou muitas pessoas. Um político mexicano postou em uma rede social, sua ira contra o caos que estava o trânsito na cidade devido a presença do jogador, a quem o classificou como “macaco”. O atleta não se manisfestou sobre o ocorrido, mas segundo informações divulgadas, seus representantes já estão agindo a respeito.Ronaldinho Gaúcho

Mas o preconceito não se restringe a apenas jogadores de futebol. Exemplos recentes têm sido destaque na mídia. Atores já passaram pela humilhação de serem menosprezados e zombados diante de várias pessoas, além de trabalhadores anônimos, que no exercício de suas funções, foram discriminados por seus superiores.

O preconceito existe e está presente em diversos lugares e situações, como comenta o jornalista Adenildo Souza, responsável pela comunicação e publicidade em uma faculdade de pós-graduação, em Brasília. ” As vezes tenho que esclarecer as dúvidas dos interessados em cursos de pós-graduação. Outro dia, como é de costume, passei todos os detalhes para a usuária, no entanto, ela disse que eu não estava preparado para ocupar o cargo que exerço e que eu não deveria estar na empresa.  Achei o ocorrido, no mínimo, estranho”.

A situação deixou o jornalista constrangido e preocupado se, de fato, as informações que passou, soou de alguma forma confusa. “Tenho mais de 1 ano de empresa e não tinha visto algo assim, conversei com alguns colegas e eles disseram que o meu atendimento foi normal, esclarecedor.É difícil acreditar, mas isso deve ter sido algum preconceito, seja por questão racial, social ou até mesmo pelo fato da pessoa que estava prestando o atendimento ter escolaridade superior àquela que pretendia realizar a matricula no curso de pós-graduação”, desabafa.

O racismo é considerado crime de natureza grave, por isso não é permitido o pagamento de fiança, fazendo com que o agressor não escape da prisão em flagrante. Em recente passagem pelo Brasil, o relator especial da Comissão de Direitos Humanos da ONU para as Formas Contemporâneas de Racismo e Discriminação, Doudou Diène, encarregado de avaliar a discriminação no mundo afirmou que o preconceito é cada vez maior em muitos países e que, no Brasil, ele está profundamente arraigado em toda a sociedade. “Há um recrudescimento do racismo. Nos últimos anos ocorreram três conferências internacionais para combate ao racismo. A última foi a de Durban, e uma convenção internacional foi feita. Apesar disso, atos de racismo ocorrem em todos os continentes e se traduzem em violência. Estamos assistindo à legitimação intelectual do racismo de uma forma que não víamos alguns anos atrás”, comentou.

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