Depressão – o mal do século, precisamos falar a respeito! – Sara Nossa Terra

Depressão – o mal do século, precisamos falar a respeito!

remedio-natural-para-tratar-a-depressa%cc%83oEla não escolhe classe social, idade, sexo ou raça. A depressão é conhecida como o mal do século e, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 5% das pessoas sofrem com essa doença em todo o mundo. Alguns dados são alarmantes: 350 milhões de pessoas vivem com sintomas depressivos. 15% dos depressivos acabam se matando. 5% dos adolescentes sofrem com o transtorno. 7,6% dos adultos brasileiros já foram diagnosticados com o distúrbio. Em 2030 será a doença mais comum do mundo. 

Mas o que é depressão?  Distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo de sua história. No sentido patológico, entre os sintomas está o pessimismo, baixa autoestima, que aparecem com frequência e podem combinar-se entre si. O humor pode variar muito, passando de um estado deprimido, melancólico ou “para baixo”. O indivíduo sente angústia, ansiedade, desânimo, falta de energia e, sobretudo, uma tristeza profunda. Às vezes tédio e apatia sem fim. Por isso, é imprescindível o acompanhamento médico tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado. Considerada por alguns especialistas uma doença silenciosa, em que muitas vezes é confundida com tristeza e estresse. Dessa forma, os sintomas acabam não tendo a devida atenção e as pessoas acometidas com a doença não recebem um tratamento especializado.

O sofrimento que está doença causa é difícil de medir, o que muitas vezes acaba retardando o diagnóstico, e pior, o tratamento. Isso porque, o portador da depressão geralmente não sabe como, onde ou em quem procurar auxílio e, outras vezes, porque durante a doença, o indivíduo não tem energia ou vontade para agir. Mas, para se caracterizar um episódio depressivo, os sintomas devem durar pelo menos 2 semanas.

As causas ou fatores para o surgimento da doença ainda são motivos de debate e estudos como comenta a Especialista em Análise Comportamental Clínica, Flávia Nunes. “O que se pode dizer é que possivelmente essa é uma doença multifatorial. Há uma teoria que fala sobre a influência da deficiência de neurotransmissores, principalmente da serotonina. Além disso, acredita-se que fatores genéticos em conjunto com fatores ambientais podem explicar o surgimento da depressão, ou seja, a exposição a determinadas condições ambientais pode contribuir para desencadear a enfermidade em indivíduos mais suscetíveis. A psicóloga acrescenta ainda que vivemos em uma sociedade em que há muitas pressões, obrigações, sofremos, como ela diz,  da “ditadura da felicidade”. “Isso é um risco porque devemos estar sempre bem, ter relacionamentos descomplicados, ser bem sucedidos e dar conta de todas as atividades sem perder a vaidade”.

O sofrimento que está doença causa é difícil de medir, o que muitas vezes acaba retardando o diagnóstico, e pior, o tratamento. Isso porque, o portador da depressão geralmente não sabe como, onde ou com quem procurar auxílio e, outras vezes, porque durante a doença o indivíduo não tem energia ou vontade para agir. Mas, para se caracterizar um episódio depressivo, os sintomas devem durar pelo menos 2 semanas.

De acordo com Flávia Nunes, o diagnóstico deve ser feito por um psiquiatra, que é um médico especialista em saúde mental. Não há um exame laboratorial específico que determine a depressão, mas em alguns casos podem ser pedidos exames laboratoriais para verificar a ocorrência de outra condição médica que tenha sintomas parecidos com a depressão. ”O diagnóstico da depressão é clínico, ou seja, é realizado a partir da observação do médico. Ele fará uma entrevista para investigar fatores da história de vida, o aparecimento e duração dos sintomas, etc. Ele irá se basear em um manual diagnóstico (CID ou DSM) para verificar se o que é relatado pelo paciente está dentro dos critérios diagnósticos estabelecidos para depressão”.

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