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Especial Dia das Mães: O amor incondicional materno: lidando com as diferenças

1898853_430617657070623_1063664478_oSabe aquela pessoa que no falar você percebe que nasceu mesmo para ser mãe? Pois bem, a Rosimeire Xavier é um desses exemplos. Mãe de uma criança que tem Síndrome de Down, Meire, como é chamada pelos familiares, é só orgulho ao falar do pequeno Kauã Lemuel.

Na época, Meire estava casada há sete anos e não via a hora de poder segurar mais um bebê no colo, pois o seu filho mais velho estava com 14 anos de idade.

Em meio a tantas tentativas para engravidar e o resultado ser sempre negativo, o casal já pensava até mesmo em apelar para uma forcinha da medicina.  Mas em uma consulta de rotina, para saber se o seu útero estava saudável, veio a surpresa: o Kauã já estaria a caminho.

A felicidade tomou conta do casal e de toda a família. Os próximos nove meses foram aguardados com muito entusiasmo. Meire teve uma gravidez normal e nenhum exame realizado durante o pré-natal constatava que seu filho tinha síndrome de down. Logo, só veio a saber da condição do filho, após o nascimento. “Achei estranho a demora para ver o bebê, porque eu tive parto normal e as outras mães já saiam com seus filhos no colo”, lembra.

Passados mais de uma hora do parto, Meire ainda não havia visto seu filho e, neste momento, recebeu a notícia. Diante da situação, muitas mães ficariam sem chão, mas ela não, seguiu firme e seu pensamento era apenas que seu filho seria criado com muito carinho e amor.76478_223099977822393_1510544435_n O primeiro diagnóstico foi feito pelas características físicas da criança, nada conclusivo, mas o que deixava Meire preocupada era o problema cardiopata que o pequeno Kauã iria enfrentar, como a falta de ar. O resultado com a confirmação veio após quatro meses do nascimento.

Quando perguntada se nesse meio tempo pedia a Deus para que a criança não tivesse a síndrome, Meire é enfática: “Nunca pedi a Deus que ele não fosse, muito pelo contrário, me preocupava receber um resultado diferente. Não tive nenhum momento de rejeição ou perguntar por que tinha que ser comigo. Sempre carreguei aquela frase que diz que se Deus me deu um filho especial é porque Ele sabe que sou capaz”, comenta.

Passado as dificuldades e tratamentos para ter uma saúde estabilizada, Kauã hoje está com 3 anos de idade e segue suas atividades como toda criança, dentro das suas limitações. Frequenta a escola, faz natação e tem um acompanhamento de profissionais da saúde para melhorar ainda mais o seu desenvolvimento. “Hoje com o avanço da medicina, temos a oportunidade de dar uma vida saudável pra ele. Diferente de antigamente que as famílias escondiam seus filhos por vergonha. É muito bom ter uma criança assim. Ele me trouxe um mundo cheio de novos conhecimentos que eu só ouvia falar. Não trocaria de forma alguma, porque hoje conheço e é gratificante. Um amor incondicional “, destaca a mãe.

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