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“A minha vida se resume em uma palavra: Milagre”, diz Amanda Santos

“Todos nós, simplesmente por existirmos, somos milagres. Um dia, um pastor me chamou de milagre e eu estranhei, mas hoje, a minha percepção sobre isso é bem diferente daquela época”, conta a jovem Amanda Santos.

“Depois da minha mãe perder dois filhos, um com 7 e outro com 6 meses de gestação, eu nasci. Não foi como cena de novela ou filme, que o bebê fica no colo da mãe, em meio a sorrisos e pessoas os visitando. Mesmo com 9 meses completos de gestação, eu vim ao mundo com uma respiração ofegante, fora do normal e minha mãe pediu para que fossem ver o que eu tinha.  Nenhum médico naquela cidadezinha chamada Posse, localizada no interior de Goiás, soube diagnosticar o que eu tinha”conta. 

O desespero foi grande e seu pai, que sempre sonhou em ter filhos, estava à beira de perder o terceiro. Mas Deus sempre esteve cuidando de tudo, embora a família só percebeu depois. “O chefe do meu pai emprestou dinheiro e ele viajou comigo de táxi aéreo, que funcionou com ajuda de um jipe, até Brasília. Ao chegar lá de ambulância, alertaram: “Mais cinco minutos e ela estaria morta”.

O diagnóstico veio, Amanda havia nascido com pneumonia aguda e anemia, não conseguia ser amamentada normalmente, pois não tinha força para isso, somente com seringa na boca. Em meio à investigação da raiz do problema, detectaram também que todos os seus órgãos abdominais eram invertidos, como diante de um espelho, inclusive o seu coração, que é do lado direito. “Após 7 dias, na UTI neonatal, recebi alta para ganhar peso, pois, posteriormente, eu faria minha primeira cirurgia para operar o coração, ele necessitava de apenas uma correção. No decorrer desse tempo, eu fui muito bem assistida, principalmente pelo amor de Deus, de meus pais e parentes”. 

Com peso suficiente, aos 10 meses de idade, Amanda teve que ser operada e foi uma cirurgia delicada, com 50% de chance de sobreviver e um coração mais ou menos do tamanho de um limão. Durante a cirurgia, pessoas oraram por  ela e sua mãe, grávida do seu irmão, foi à capela do hospital e se deparou com bancos e uma cruz de prata vazia, ela falou assim: “Deus, se ela veio para a fazer o bem nesse mundo, para fazer a diferença, deixa ela aqui, se não, pode levá-la”. A cruz prata tornou-se verde musgo e ela se sentiu esperançosa, pois isso representou a ela um sinal positivo. Ela me consagrou a Deus mesmo sem ter muito discernimento sobre isso”.

O médico veio com a pequena na maca e logo perguntou: “Pais, vocês acreditam em Deus?” Meus pais disseram: “Sim, acreditamos.”Pois bem, quando fui operar a Amanda, eu pensei que havia apenas uma correção no coração dela a ser feita e haviam três; não fui eu quem fez a cirurgia, foi Deus. Eu nasci com átrio único e defeitos no coração que causavam vários refluxos sanguíneos e ali eu estava, salva”.

Anos se passaram, seu coração estava bem, porém com batimentos bem lentos, e logo, Amanda se cansava, então, aos 6 anos de idade teve que passar por mais uma cirurgia para colocar o marcapasso cardíaco, que aceleraria os batimentos do seu coração e lhe daria uma excelente qualidade de vida com algumas restrições, mas estaria viva.

Aos 19 anos de idade, em meio à depressão, a jovem Amanda Santos estava mudando de canal na TV quando se deparou com a Rede Gênesis, que é sustentada pelo projeto Parceiros de Deus. “Fui impactada por aquela imagem, queria saber que alegria toda era aquela, as luzes e as músicas”, lembra.

Ela conta que depois de assistir à programação da TV chamou sua mãe para conhecer o Ministério Sara Nossa Terra. Elas foram ao Culto de Conexão e lá conheceu o líder do teatro da igreja. “O Dinho Rodrigues, líder do teatro naquela época, me acolheu e me convidou para estar na construção de uma peça teatral que estava fazendo junto à sua equipe de atores. Fiz o Revisão de Vidas e o Instituto de Vencedores que foram divisores de águas na minha vida, junto com minha mãe e, fazendo parte dos bastidores, fui tocada pela personagem da peça “Item por Item”, que ele escreveu. Um ano depois, eu estava interpretando, numa peça teatral de páscoa meu testemunho. Fiz uma personagem que representava a minha própria história, um dos melhores presentes de Deus que pude receber. A arte cristã me ajudou a me encontrar no serviço para o Reino de Deus, sem essa oportunidade que tive na Sara, não sei se estaria aqui”, destaca.

Hoje sou farmacêutica, formada pela Universidade de Brasília, e ator do teatro Farmacêutica, formada pela UnB, e atriz na Cia de teatro “Não Se Trata De Nós” da Sara Nossa Terra, na qual a atriz Tania Mello está à frente e promove oficinas teatrais aos domingos de manhã. Com quase 7 anos de ministério, já interpretei mais de 20 personagens, meus presentes de Deus que vieram através daquele dia que conheci a Rede Gênesis. Sou uma pessoa que, como todos os cristãos, luta para permanecer sempre no caminho, pois não é uma estrada fácil, mas é a melhor a ser percorrida e pela qual posso dizer:“Por causa da arte proporcionada na Sara Nossa Terra, o meu chamado principal, encontrei o meu lugar em Deus”. Por fim, tenho como lema o que aprendi com o apóstolo Paulo: Corro para o alvo certo, Jesus Cristo, não para receber uma coroa de louros, mas a coroa da vida eterna.

“A minha história é longa, toda cheia de detalhes e cuidados evidentes de Deus. Resumo-me em uma palavra “milagre”, não só porque vim ao mundo, mas porque o Deus me quis aqui para algo maior que até hoje tenho tentado descobrir. Sou imensamente grata por todo o caminho que Ele me ajudou a trilhar, por poder respirar, sentir o meu coração bater e poder levar o amor dEle através, principalmente, do meu sorriso que irradia a vida nova que Ele me presenteou”, comemora. 

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