Faça sua doação

Monumentos rosas? Trata-se da campanha Outubro Rosa na luta contra o câncer de mama

Área de Conteúdo

Monumentos rosas? Trata-se da campanha Outubro Rosa na luta contra o câncer de mama

Monumentos rosas? Trata-se da campanha Outubro Rosa na luta contra o câncer de mama

breastfeeding

É só começar o mês de Outubro que diversos monumentos começam a ficar cor de rosa em vários países. Trata-se do movimento Outubro Rosa que visa conscientizar e alertar as mulheres e a sociedade da importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Mas o movimento não surgiu de um dia para o outro. Remonta à última década do século XX, quando o laço cor de rosa foi lançado e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, em Nova York. Iniciativa esta de uma fundação americana e que perdura até hoje. O nome se deve a cor do laço rosa, que simboliza a luta contra o câncer de mama.

O movimento que iniciou nos Estados Unidos e se popularizou  por todo o mundo começou a fazer parte do calendário em 2002 de muitas entidades no Brasil. Vários monumentos,  prédios públicos, pontes e teatros são iluminados na cor rosa. O Cristo Redentor no Rio de Janeiro, por exemplo, é considerado o maior símbolo do Brasil a aderir a campanha.

O câncer de mama

Todo câncer caracteriza-se por um crescimento rápido e desordenado de células, que adquirem a capacidade de se multiplicar. Quando as células da mama passam a dividir-se de forma desordenada, um tumor maligno pode instalar-se, principalmente, nos ductos e mais raramente nos lóbulos. Essas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos (câncer).

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), este tipo de câncer é o segundo mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres,  respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Vale lembrar que nem todo tumor na mama é maligno e que ele pode ocorrer também em homens, mas em número menor. Geralmente, o primeiro sinal da doença costuma ser a presença de um nódulo, que não causa dor e endurecido na mama. Outros sintomas, porém, também devem ser considerados, como a deformidade e/ou aumento da mama, a retração da pele ou do mamilo, os gânglios axilares aumentados, vermelhidão, edema, dor e a presença de líquido nos mamilos.

Tratamento

O tratamento varia de acordo com o estágio da doença. Os tipos mais indicados são: quimioterapia (uso de medicamentos para matar as células malignas), radioterapia (radiação), hormonoterapia (medicação que bloqueia a ação dos hormônios femininos) e cirurgia, que pode incluir a remoção do tumor ou mastectomia (retirada completa da mama).

Recebimento do diagnóstico

Conviver com a doença não é uma tarefa fácil, mas receber o diagnóstico é ainda mais difícil. Não mexe apenas com o psicológico e autoestima da pessoa acometida pela enfermidade, mas com a estrutura de toda a família.testemunho câncer de mama Em 2009 os familiares do jornalista e professor Hudson Cunha, também passaram por esse período de adaptação e aceitação da doença. Sua mãe, aos 45 anos foi diagnosticada com a doença. “O que acontece é que quando se recebe uma notícia assim, ficamos sem chão. Eu não sabia o que pensar, mas sem dúvida, o que conta muito é o apoio familiar”, destaca o jornalista.

Hudson observa que durante o tratamento com a quimioterapia, muitos pacientes não conseguem sentir o cheiro de temperos fortes, e com sua mãe não foi diferente, então utilizou seus dons culinários para contribuir na alimentação. Mas a adequação alimentar foi apenas uma das tarefas desenvolvidas pelos familiares de Vildean Pereira, que mesmo após sessões de quimioterapia e radioterapia, ainda teve que enfrentar um drama ainda maior. “O período de maior sofrimento foi quando ela soube que teria que retirar a mama. Ela ficou com a autoestima muito baixa”, recorda.
Uma das mamas de Vildean foi remodelada e a outra, que foi retirada, está em processo de reconstrução. Hoje, ela tem uma uma rotina normal, dentro de suas possibilidades, ainda está em tratamento, mas muito perseverante. “Sofri muito, não é bom e não desejo para ninguém. Mas eu fui muito ajudada, tanto materialmente como espiritualmente e através desse apoio eu conseguir vencer o tratamento e a cirurgia”, recorda. 
O filho Hudson fala que é importante as pessoas tomarem consciência dessa doença, tratamentos e precauções e alerta do apoio que os acometidos pela doença precisam. “É uma batalha dolorida, mas Deus está ao seu lado. Por isso eu diria para as mulheres e homens que passam pelo problema: Fique perto de quem você ama, se ame, tenha fé e sorria. A força está com você. Não desista!, destaca Hudson

A prevenção continua sendo o melhor remédio. Por isso faça o autoexame e vá ao médico regularmente. Se ainda não está na faixa etária para o exame mamográfico, oriente seus familiares, amigas e conhecidos para conscientização dessa prática, que ajuda a salvar vidas.

 

Compartilhe:
X
Angelo Rocha Desenvolvimento WordPress