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LIBERDADE DE EXPRESSÃO: DIREITO DE TODOS

O melhor modelo até hoje criado para uma sociedade na qual haja esperança e respeito para todos, além de fundamentos para sua liberdade é a democracia, cujas bases se sustentam na liberdade de expressão e em um Estado laico – não obstante professarmos nossa fé, e ela estar presente em quase todo o mundo, especialmente na sociedade brasileira.

Não está em jogo aqui discutirmos Estado democrático e laico, porque já são fundamentos estabelecidos, consensuais, sob os diversos pontos de vista. Por mais contraditórios e antagônicos que sejam alguns princípios como construção de família e direitos individuais, precisamos de liberdade de expressão. Como sociedade, em que precisamos evoluir? Colocando nossos esforços em alguns princípios e conceitos.

Primeiramente, o Estado é laico na sua constituição. Não temos testemunhado nenhum esforço, de nenhum segmento cristão ou religioso, que possa fazer alguma alteração, constitucionalmente falando. O nosso país é democrático, laico, do ponto de vista de não ter uma fé privilegiada na Constituição.

As nações mais democráticas do mundo, que sustentam a democracia e a liberdade, têm raízes cristãs, devem ao cristianismo o fato de terem se tornado o que são e influenciado o mundo que temos hoje. A nossa geração, que goza de certos privilégios, como a liberdade de expressão, tem raiz cristã. Aliás, temos nações que são democráticas, mas não têm essa liberdade – pelo menos do ponto de vista religioso, cultural, existem inúmeros limites.

Sinto que o cristianismo trouxe maturidade. Com seus erros e acertos, reconheço que, com muitos excessos, o cristianismo trouxe para a civilização atual a estatura que ela possui hoje. E, dentro dessa estatura, trouxe liberdade, inclusive os direitos humanos, que é são a base da nossa geração atual, foram gerados no útero do cristianismo, sob as premissas que Jesus Cristo ensinou: “amar o próximo como a ti mesmo” e “querer para o outro o que se quer para si”.

Alguns filósofos atuais estabelecem claramente que só se encontra a democracia quando se encontra o cristianismo. Se, por um acaso, uma nação perde sua democracia, ela perdeu suas raízes cristãs. Precisamos reconhecer que isso está na história, extremamente bem colocado. A participação parlamentar, óbvio, veio para representar segmentos. É natural que, quem é do mundo cristão, vai defender os princípios que regem essa linha.

Para que possamos construir uma sociedade de todos, precisamos construir consensos dos dissensos, honrar e respeitar o espaço do outro, encontrar limites dentro dessas diferenças. Tenho direito de crer e me expressar, direito esse que é individual e sagrado. Agora, precisamos entender os nossos limites, que não se sobrepõem à democracia.

Sobre o colunista

Robson Rodovalho é físico graduado pela Universidade Federal de Goiás, da qual também foi professor. Formou-se ainda em Teologia e Filosofia, adquirindo conhecimentos que associa às suas constantes pesquisas no campo da Física Quântica. É fundador, Bispo e presidente do Ministério Sara Nossa Terra, que criou em 1992, ao lado de sua esposa, Bispa Lúcia Rodovalho. Conferencista internacional, ministra palestras sobre temas relacionados à relação entre ciência e fé, gestão, desenvolvimento pessoal e profissional, entre outros. Compositor e cantor, já lançou dois DVDs e sete CDs. Com o título “Sara Nossa Terra, Por Favor”, gravado pela Som Livre, garantiu o Disco de Ouro, em 2013. Rodovalho também é escritor. Seu ultimo livro, Rompiendo las Maldiciones Hereditarias, junta-se a uma bibliografia própria com mais de setenta obras. Entre os títulos de caréter científico, destaca-se Ciência e Fé – O Reencontro pela Física Quântica. Publicado pela editora LeYa, o título ficou por três semanas no topo da lista dos mais vendidos no país da revista Veja, logo após seu lançamento, em julho de 2014. Presidente da Rede Gênesis de TV e da Rede Sara Brasil de rádio, Rodovalho apresenta o programa Vida com Esperança, que vai ao ar diariamente para 22 capitais em sinal captado pelas TVs abertas. A transmissão também é reproduzida pelas rádios. Atuou como deputado federal por um mandato (2007-2010), deixando relevante legado para a sociedade. Entre as suas contribuições, destacam-se as bases da legislação que concedeu isenção fiscal ao microimportador (“sacoleiros”), além da lei que reconhece eventos gospel como culturais, concedendo-lhes os benefícios da Lei Rouanet que garantem financiamento mediante renúncia fiscal. Entre as homenagens que recebeu estão a condecoração como Destaque Nacional da Frente Parlamentar Evangélica (2004), Honra ao Mérito – Comissão Nacional de Defesa dos Direitos Humanos (2009) e Medalha do Mérito Legislativo (2013).

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