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FATORES QUE IMPEDEM O CRESCIMENTO MINISTERIAL

Normalmente, o desenvolvimento ministerial é um termômetro que podemos usar para medir nossa ação ministerial. Se os líderes já estabelecidos têm uma tendência de “domínio excessivo”, de abafar os novos líderes, não lhes dando novos espaços, de desenvolver um espírito crítico ou perfeccionista, de achar que as coisas nunca saem a seu contento, de nunca ter palavras de encorajamento ou ânimo, mas somente críticas, exigências, “broncas”, isto irá gerar um trauma interior e uma insegurança nos demais líderes e trará paralisia ministerial.

O ambiente de desenvolvimento precisa ser de amor, maturidade, aceitação, compreensão e correção. Todos estamos sujeitos a errar, ninguém nasce ministerialmente perfeito, pelo contrário, é necessário um aperfeiçoamento. Porém, quando erramos, o que esperamos é compreensão equilibrada com correção.

A compreensão nos anima, revigora e nos dispõe a tentar de novo. A correção nos ensina objetivamente onde erramos e o que faremos para não cometer a mesma falta.

Outro aspecto bastante negativo à formação ministerial é não termos um modelo padrão e paternidade definida. Quando não há clareza nas funções e responsabilidade, então não se sabe a quem olhar e a quem buscar apoio, correção, inspiração e desafio. Este ambiente morto ou confuso gera insegurança por parte dos que estão iniciando.

Um último aspecto que queremos enfatizar é o “ambiente vazio de verbalização”. Precisamos verbalizar o que pensamos ou sentimos aos novos ministérios. Isso traz segurança a eles. Se foi bom ou não, se deixaram a desejar em algo ou se cumpriram de forma correta. Isso traz aprendizado e, da próxima vez, ele terá um referencial e, portanto, saberá como direcionar-se. É como uma família cujos filhos nunca ouvem do pai o que ele pensa ou como avalia suas ações, se foram boas ou ruins, se eles devem continuar naquela direção ou mudar radicalmente, pois a ausência de verbalização é o oposto ao domínio, mas ambas destroem.

Por isso, ao iniciarmos nosso ministério, é importante termos cuidado a delicadeza de agirmos somente em nossa esfera de fé dada por Deus. Pois Ele nos deu um modelo para a formação ministerial: ensino, relacionamentos, prática, caráter e carisma.

Sobre o colunista

Robson Rodovalho é físico graduado pela Universidade Federal de Goiás, da qual também foi professor. Formou-se ainda em Teologia e Filosofia, adquirindo conhecimentos que associa às suas constantes pesquisas no campo da Física Quântica. É fundador, Bispo e presidente do Ministério Sara Nossa Terra, que criou em 1992, ao lado de sua esposa, Bispa Lúcia Rodovalho. Conferencista internacional, ministra palestras sobre temas relacionados à relação entre ciência e fé, gestão, desenvolvimento pessoal e profissional, entre outros. Compositor e cantor, já lançou dois DVDs e sete CDs. Com o título “Sara Nossa Terra, Por Favor”, gravado pela Som Livre, garantiu o Disco de Ouro, em 2013. Rodovalho também é escritor. Seu ultimo livro, Rompiendo las Maldiciones Hereditarias, junta-se a uma bibliografia própria com mais de setenta obras. Entre os títulos de caréter científico, destaca-se Ciência e Fé – O Reencontro pela Física Quântica. Publicado pela editora LeYa, o título ficou por três semanas no topo da lista dos mais vendidos no país da revista Veja, logo após seu lançamento, em julho de 2014. Presidente da Rede Gênesis de TV e da Rede Sara Brasil de rádio, Rodovalho apresenta o programa Vida com Esperança, que vai ao ar diariamente para 22 capitais em sinal captado pelas TVs abertas. A transmissão também é reproduzida pelas rádios. Atuou como deputado federal por um mandato (2007-2010), deixando relevante legado para a sociedade. Entre as suas contribuições, destacam-se as bases da legislação que concedeu isenção fiscal ao microimportador (“sacoleiros”), além da lei que reconhece eventos gospel como culturais, concedendo-lhes os benefícios da Lei Rouanet que garantem financiamento mediante renúncia fiscal. Entre as homenagens que recebeu estão a condecoração como Destaque Nacional da Frente Parlamentar Evangélica (2004), Honra ao Mérito – Comissão Nacional de Defesa dos Direitos Humanos (2009) e Medalha do Mérito Legislativo (2013).

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