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CURE AS FERIDAS DA ALMA

Amar não é juntar, aglutinar, mas separar. O verdadeiro amor mantém e preserva a individualidade entre as pessoas. O que destrói o amor nos relacionamentos é o desaparecimento das diferenças. Algumas pessoas vivem crises terríveis nos seus relacionamentos porque não conseguem entender que cada indivíduo é diferente um do outro; sentem-se sufocadas e não conseguem viver o “eu”, o “tu” e o “nós”.

Todo ser humano foi criado por Deus com individualidade e identidade especial para que possa desenvolver seu potencial único no meio da diversidade. Até as crianças nascidas de um mesmo parto, procedentes ou não de um mesmo óvulo, possuindo ou não traços físicos idênticos, possuem sua própria personalidade e individualidade.

Cobrar das pessoas que amamos afinidades de gostos e pensamentos é algo doentio. Uma ligação simbiótica prolongada impede as pessoas de construírem sua própria identidade e de se realizarem como indivíduos diante de Deus e dos homens. Quem ama de fato sabe a hora de cortar o cordão umbilical para que o outro encontre seu papel no mundo. Isso vale para o relacionamento entre esposo e esposa, pais e filhos, pastor e ovelhas, e entre amigos. O verdadeiro amor se alegra com a realização do outro como pessoa e não exige submissão doentia.

Relacionamentos maduros e saudáveis são libertadores e valorizadores das diferenças. Permitem que as pessoas escrevam sua própria história sem manipulação e controle emocional. Amar é uma escolha que fazemos de sustentar as escolhas do outro, mesmo que a principio discordemos delas. Podemos opinar e aconselhar, mas a decisão final da pessoa deve ser respeitada e nunca manipulada.

O amor praticado por Jesus e Paulo era inclusivo, abrangente e alargado. A fonte desse amor era o próprio Deus que derramou seu amor em nossos corações por meio do Espírito Santo a fim de que amemos como Cristo amou: servindo com generosidade e não manipulando as pessoas em prol de nós mesmos. Para que o amor divino flua em nós como fonte de água viva devemos permitir que a verdade da Palavra nos cure das feridas do passado, de rancores e falta de perdão, de problemas mal resolvidos em nossos corações.

Sobre o colunista

Nascida em Goiânia, Lúcia converteu-se ao cristianismo aos 17 anos. Mesmo diante de uma carreira promissora como jogadora de vôlei, ela decidiu se dedicar à missão de levar a Palavra ao mundo, de conquistar almas para a vida em Jesus. Aos 19 anos, casou-se com Robson Rodovalho e juntos fundaram a Igreja Sara Nossa Terra. Hoje sãos bispos e presidentes mundiais do ministério evangélico. Teóloga e doutora em Filosofia, formou-se também em Psicologia pela Universidade Católica de Brasília, especializando-se em terapia familiar. É fundadora do mais expressivo ministério liderado pela Sara Nossa Terra, o Arena Jovem. O projeto nasceu em 2003, em Brasília, quando a Bispa Lúcia Rodovalho assumiu o desafio de mobilizar a atenção de milhares de jovens e apresentar-lhes a vida em Jesus Cristo - um caminho que levaria à transformação de suas vidas. Das habilidades que lhes são inatas e das que construiu ao longo da vida com sua experiência profissional, Bispa Lúcia considera sua capacidade de ouvir e entender o outro como o aprendizado mais relevante e decisivo para sua missão de evangelização. Quanto ao foco de seu trabalho, estruturado o projeto Arena Jovem em todo o Brasil, tem se dedicado principalmente ao tema família. Para a Bispa Lúcia Rodovalho, o amor, a base de uma família, germina à luz do respeito, do diálogo e do perdão. E a família é a base sobre a qual se constrói um futuro de realizações.

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