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"Me tornei uma viciada no crack. Cheguei a trocar todos os meus móveis pela droga"

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"Me tornei uma viciada no crack. Cheguei a trocar todos os meus móveis pela droga"

"Me tornei uma viciada no crack. Cheguei a trocar todos os meus móveis pela droga"

10531187_966261113461104_1653911097_nMarilene Barbosa teve sua conversão ainda jovem, aos 17 anos,  em uma igreja pentecostal. Seu amor por Jesus era intenso e tinha uma intimidade muito grande com a Bíblia. Com cinco meses já estava pregando em igrejas.  Com 19 anos conheceu um homem também  da igreja, mas com um passado complicado e ainda muito presente. Ele vinha de muitos casamentos errados. “Acabei engravidando e fomos morar juntos, mas pouco tempo depois perdi a gravidez e já não pregava mais”, lembra.

Na tentativa de consertar as coisas, decidiram se casar. Na época ele já era consagrado a pastor e ela diaconisa. Os dois foram levando o casamento, até que Marilene descobriu que ele estava tendo um caso com outra mulher de outra igreja. Para ela aquilo era o fim e se divorciaram. Ela ficou com muita mágoa daquela situação e acabou se afastando de Deus.

Decepcionada com tudo entregou-se aos prazeres do mundo, começou a beber muito, a sair nas noitadas e ter relações sexuais com homens diferentes quase todos os dias. “Não estava me importando com o que podia acontecer. Foram alguns anos assim, até que conheci um homem e me apaixonei desesperadamente por ele”, conta.

Com pouco menos de um mês, Marilene já estava morando com aquele homem. Como não o conhecia de verdade, passou a descobrir coisas que não sabia. Com dois meses juntos ela descobriu que ele fumava maconha. Naquele momento ficou muito nervosa e com raiva, decidiu que iria terminar, mas estava muito envolvida e não conseguiu.

“Antes eu era uma pessoa que quando conhecia alguém que usava drogas, logo me afastava desta pessoa, assim aprendi com meus pais. Mas agora estava vivendo debaixo do mesmo teto com um usuário de anos. Ele dizia que fumava desde os treze e já estava com trinta”, diz. Por estar apaixonada, passou a acompanhá-lo em noitadas e lugares que jamais soube que existissem. Frequentou bailes funk e lugares onde as pessoas usavam todos os tipos de drogas.

Tudo lhe dava medo, mas ao mesmo tempo ficava curiosa, como se algo a puxasse para ir mais longe. Não demorou muito e começou a experimentar maconha e cocaína. Ela afirma que não gostou da maconha, foi como se seu corpo não tivesse aceitado a droga, então todas as vezes que usava, optava pela cocaína.

Um dia, o companheiro de Marilene e outras pessoas lhe apresentaram uma droga nova que estavam usando. Essa droga era o crack que ela logo experimentou.  “Depois daquele dia me tornei uma viciada no crack. Perdi meu trabalho, a confiança da minha mãe e irmãos. Cheguei a trocar todos os meus móveis pela droga. Morava em um barraco que logo ficou sem nada e o dono vinha à minha porta todos os dias para cobrar o aluguel. Vendíamos e usávamos a droga ao mesmo tempo”, lembra.

Ela não tinha mais tempo para si própria, não se cuidava, ficava dias sem comer, sem dormir e até mesmo sem tomar banho. Chegou a ficar sem tomar água e pesando 47kg. Junto aos outros usuários trocava o dia pela noite. Muitas vezes gastavam de R$ 300 a R$500 reis por noite só com drogas.

Foi então que o lugar onde moravam foi invadido por traficantes da região. Estavam devendo muitos pontos, ou seja, bocas de drogas. Houve muita luta corporal e muitos feridos. Ela lembra que tinha muito sangue dentro de casa. O seu companheiro conseguiu fugir correndo daquele lugar, ela, porém, ficou refém dos traficantes uma noite inteira. Acreditavam que ele voltaria para buscá-la e então matariam os dois. “Naquele instante me lembrei de Deus e das pregações. Senti uma saudade de Deus muito grande. Um dos traficantes veio em minha direção com uma faca e disse que naquele mesmo dia eu morreria. Em pensamento orei a Deus entregando corpo e espírito e pedi perdão”, conta.

Amanheceu e Marilene conseguiu fugir. Voltou para a casa da mãe em Minas Gerais e ficou ali durante um ano.  Não podia de forma alguma voltar à Brasília. Dedicou-se a ler a Bíblia todos os dias e nunca mais usou drogas. Passado o tempo, resolveu retornar à Brasília e acabou voltando a amizades erradas e noitadas com bebidas.

“Até que comecei assistir a rede Gênesis, pois gostava muito das Palavras do Bispo Robson Rodovalho, elas falavam muito comigo, eram como um alimento. Todos os dias eu ouvia e me sentia tão bem”, disse. Tinha começado um namoro que durou apenas nove meses e após o término ficou muito mal, até que ouviu uma pregação do Bispo Rodovalho e chorou muito. ”Deus, eu tenho procurado fazer tudo certo, mas tudo tem dado tão errado”, ela orou e sentiu a voz de Deus. Reconheceu que Ele não a abençoaria onde estava, vivendo no pecado, pois queria continuar fazendo as coisas do mundo e ter a benção de Deus.

Naquele mesmo final de semana resolveu procurar uma igreja e se reconciliar com Deus. Saiu por Sobradinho II, cidade satélit1056952_966325623454653_114467812_ne do Distrito Federal, à procura de uma igreja e onde lembrava que tinha uma igreja ela ia. Mas para sua surpresa muitas estavam fechadas e outras haviam se mudado do local. Chegou a outra que estava aberta, mas foi informada de que estava acontecendo apenas um ensaio. “Foi quando eu olhei para o outro lado da pista, bem na minha frente e vi muitas luzes, pessoas com bandeiras nas mãos e rostos pintados. Cheguei a pensar até que fosse um comício, mas não era época de política”, diz.

Aquelas luzes lhe chamavam cada vez mais atenção, então decidiu se aproximar. “Fiquei muito feliz quando ouvi o nome de Jesus. Estava procurando uma igreja há quase uma hora. Entrei e comecei a chorar tanto que não conseguia parar”, relembra. Uma líder veio e a abraçou muito forte. Pela primeira vez foi ao altar e renovou sua aliança com Deus. Ela estava tão aflita que nem havia reparado que tinha entrado em uma igreja Sara Nossa Terra. Nunca tinha visto um culto daquele jeito e não demorou muito a fazer o Revisão de Vidas.

Pouco tempo depois precisou se mudar para o Riacho Fundo II, para uma casa com aluguel mais em conta e conheceu o casal de pastores Síntia e Gilson Rodrigues. Ali terminou o Instituto de Vencedores e subiu como 12 de sua pastora.  Abriu sua célula,  voltou a estudar e tirou carteira de habilitação. “Voltei a sonhar e Deus tem realizado meus sonhos. Hoje  trabalho como babá e sou uma mulher independente”, diz.

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