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Giuliana Moura conta como foi curada por Deus dos traumas e de um abuso sexual

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Giuliana Moura conta como foi curada por Deus dos traumas e de um abuso sexual

Giuliana Moura conta como foi curada por Deus dos traumas e de um abuso sexual

13230328_863896473740042_7692372704850963681_nComo grande parcela da população brasileira, Giuliana de Azevedo Moura, 19,  cresceu sem a figura paterna dentro de casa. A mãe sempre trabalhou muito e a sua irmã cuidou de sua educação. Com isso, a irmã era a primeira pessoa que via quando acordava e a última quando ia dormir. Ela e a mãe nunca tiveram  um relacionamento de mãe e filha. “Muitas vezes para suprir isso, ela me mimava e deixava eu fazer o que queria”, conta.

Aquela pequena menina foi crescendo mimada e cheia de carências, até que aos 5 anos de idade a mãe de Giuliana iniciou um novo relacionamento e se casou. “Aos 6 anos de idade ele começou a abusar de mim sexualmente, nunca ocorreu o estupro, só que ele me assediava diariamente. Pelo meu relacionamento com ele ser muito agressivo e muito conturbado, nós brigávamos muito.  Mas acabava que eu não tinha coragem de falar pra ninguém o que ele fazia comigo”, diz. Esse assédio ocorreu dos 6 anos até os 13 anos.

Quando ela completou 13 anos conheceu uma menina da escola e acabou se envolvendo com ela. “Eu achava nela o carinho e o conforto que eu sempre procurei dentro de casa. Fiquei namorando com ela até os 18 anos. Nisso o assédio dentro de casa ainda não tinha parado, ele continuava. Eu mentia demais para a minha mãe e eu tinha medo de contar pra ela o que ele fazia comigo e ela acabar não acreditando em mim”.

 Quanto mais o tempo passava a jovem tinha medo de contar. Foi crescendo com esse trauma, e se envolvendo cada vez mais no mundo. “Sempre fui quieta e calada, mas acabei mudando o meu jeito de ser para ser aceita nas rodas. Experimentei álcool com 13 anos, comecei a beber, em várias vezes na escola e tudo para me aceitarem. Com todos eu era muito feliz, brincava, era rebelde na escola,  as vezes uma pessoa agressiva, de pouca paciência, sempre com um palavrão na boca, me envolvia em confusões. Ali as pessoas me achavam legal e eu gostava de ser reconhecida por isso”.

Ela começou a ir para eventos homossexuais, bebia e chegava muito tarde em casa. Sempre trazendo mais confusão, brigava com a mãe todo final de semana. Cada vez mais as duas se afastavam. Com 17 anos foi morar com a namorada e ficou lá dois meses. Ela afirma ter sido um dos momentos que mais sofreu. Lá morava com a moça e o irmão e sentia muita falta de casa, mas tinha medo de perder aquilo, perder ela, achava que era a única pessoa que ia entendê-la de verdade.

O irmão da namorada chegou a agredi-la em uma briga e mesmo assim continuou lá, mas depois acabou vindo embora e continuou com o relacionamento e este foi ficando cada vez  pior. “Fui ficando mais vazia, mais depressiva dentro de casa. Muitas vezes eu chorava sozinha, tinha sonhos conturbados. Um dia em uma briga com meu padrasto nós discutimos muito e eu resolvi contar pra minha mãe o que acontecia do assédio. Eu estava totalmente abalada pelo término do namoro e com o coração destruído”, lembra.13401426_1023706681049880_941301345_n

Também contou sobre o assédio para a irmã, que é líder da SNT. Ela havia feito o revisão com a irmã a primeira vez e não se firmou, saiu da igreja e ela continuou. “Na ocasião ela me chamou pra morar com ela. Fiquei um mês morando com ela e ia para a célula e pra igreja. No começo eu não gostava do Arena Jovem, nem da igreja, pra mim ali não era meu lugar. Resolvi então ir pra o Revisão de Vidas como minha última chance de mudar”, conta.

Ali começou uma grande transformação na vida de Giuliana, e ela conta que Deus tocou em  sua vida. “Sempre fui uma pessoa carente, nunca tive uma autoestima e Deus me deu. Me deu vontade de pregar o evangelho e me tornar líder. Então fiz o IV e terminei. De lá para cá muitas coisas mudaram e conquistei muitas outras. Me tornei uma mulher mais vaidosa, que se ama mais e se cuida. Me envolvi mais na igreja. Meu relacionamento hoje com a minha família é bem melhor, principalmente com a minha mãe, onde hoje temos uma amizade. No Revisão perdoei meu padrasto, e já não tenho mais nenhum rancor dele”.

Hoje, Giuliana leva alguns primos para o Arena e é líder de célula. Se valoriza mais e Deus a trouxe uma vida emocional totalmente restaurada, sem traumas e sem dor. “Hoje mais do que nunca desejo construir uma família debaixo do propósito de Deus. Vejo que os meus traumas me levaram a procurar carinho no relacionamento sexual, porque eu precisava de atenção e carinho e esse relacionamento me proporcionou isso. Entendi que perdi anos da minha vida fazendo aquilo que não era o que Deus havia planejado”, diz.

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