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Eu não queria ser pastor! Conheça histórias de homens que relutaram para dizer sim ao chamado

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Eu não queria ser pastor! Conheça histórias de homens que relutaram para dizer sim ao chamado

Eu não queria ser pastor! Conheça histórias de homens que relutaram para dizer sim ao chamado

Ser ou não ser pastor? Quantas vezes essa pergunta rondou a mente e o coração de muita gente? Será que devo falar sim ao chamado? Ou relutar contra isso? A iniciativa é de Deus, mas a resposta vem do homem.

A primeira vocação do ser humano é a vida, pois Deus concedeu esse dom a todos os seus filhos.  Além disto, há inúmeras vocações e chamados, como ser esposo,pai, filho,  bispo, pastor, diácono e líder. A vocação é como um diálogo entre Deus e o vocacionado. Muitos fogem dessa resposta, por achar que não são capazes, por medo, dificuldades com a família, entre outros.

1911948_465587433567685_591842608_n (1)Assim ocorreu com Eurides Vieira Neto , de 73 anos. Em 1963 se converteu a religião evangélica. Aos 32 Deus começou a tocar em seu coração para se tornar pastor, mas ele relutou, pois queria trabalhar como motorista e exercer o ofício de dentista, que havia aprendido havia pouco tempo.  “Eu pensava que ser pastor era coisa de bobo, que eu precisava viver a minha vida”, conta.

Durante nove anos o então dentista, ficou guardando o seu chamado e foi seguindo a sua vida, tendo cada vez mais ambição em crescer profissionalmente. Não sabia que a vida lhe traria grandes surpresas e batalhas.  Seguiu de Goiás para Redenção, no Pará, com o dinheiro de tudo o que tinha vendido, mas tudo acabou muito rápido. “Não tinha casa pra morar. Fiquei em uma casa de tábua, coberta com folha de buriti, cedida por um amigo. Procurei por trabalho e não aparecia coisa alguma para fazer, parecia que as portas tinham se fechado. Consegui uma moradia melhor graças ao favor de uma outra pessoa, que me cedeu emprego na construção, com a garantia da casa para ficar”, afirma.

Na mente de Eurides começava a surgir o pensamento de que, quem é chamado a ser pastor, enquanto não diz sim, não serve para mais nada e que muitas são as consequências.

Após uma malária, Eurides aceitou a soberania do Pai sobre sua vida e começou a obedecer, acolhendo o chamado pastoral.  Hoje, Eurides é pastor na igreja Assembléia de Deus – Ministério de Anápolis.

Quando se entende a força da missão, compreende-se a necessidade de servir ao próximo. “Se for para o trabalho pastoral, não pense em dinheiro. Quem zela por ti, é Deus. Você precisa amar, saber o que está acontecendo com os irmãos. Terão pessoas de vários tipos, você precisa ensiná-las a ser dizimista, para que a proteção venha sobre suas vidas. Já passei por muitas lutas. Quando você é dedicado a obra, Deus se dedica a você”, afirma.

foto2Rodrigo Araújo, consultor de tecnologia da informação, 35 anos, também é um exemplo claro do medo que sonda o coração dos que são chamados. Aos 22 anos sentiu o chamado e durante um ano lutou para não ser pastor, dizia que não queria se envolver com os problemas de ninguém,porque  queria mesmo viver uma vida social dentro da igreja. “Eu ouvia as pregações, participava das convocações, reuniões, mas meu coração queria algo diferente. A minha razão bloqueava minha entrega, e foi quando o Eliezer cruzou o meu caminho e me trouxe acerca do meu real propósito”, conta. Eliezer era um morador de rua, maltrapilho e sujo que havia passado por muitos problemas em sua vida e que Rodrigo conheceu em um momento de oração na Praça dos Três Poderes, em Brasília, quando se reunia com a galera.

Aquele homem simples, tocou com suas palavras ao coração do consultor de tecnologia da informação. “Naquele dia ele me disse que o que vale mesmo é você dá a sua vida para que outras pessoas possam conhecer JESUS CRISTO! Este é o verdadeiro sentido da vida, e quero falar para você, tire o medo, o egoísmo, as desculpas da sua vida e do seu coração, faça o que Deus te chamou para fazer e ajude todas as pessoas que passarem pelo seu caminho. Não rejeite seu chamado”, lembra Rodrigo.

Depois daquele instante, nunca mais viu o Eliezer, mas dentro de seu peito uma ardência forte começou a surgir e, a partir de então, Rodrigo começou a se importar com o chamado de Deus para sua vida e hoje é pastor da Sara Nossa Terra na Ceilândia, cidade satélite do Distrito Federal. “Eu decidi ser a resposta ao chamado de Deus para esta geração. Digo que o cumprimento dessa missão trouxe sentido a minha vida”, afirma.

Ser pastor é pensar, agir, ajustar, inovar, buscar e crescer dentro do chamado. Por isso é muito mais do que ser um pregador, administrador de igreja, professor ou conferencista, ser pastor é uma escolha que vem do coração de Jesus.  Para ser um é preciso  surpreender os pecadores com um amor incondicional e ganhá-los para Cristo.

Vale lembrar que o pastor não é um profissional da fé. O ministério pastoral é um serviço nobre, contínuo e que requer muita humildade dos que estão envolvidos nele e não os tornam melhores que os demais por isto.

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