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Especial Dia das Mães: Giselly Oliveira deu sua filha, mas se arrependeu

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Especial Dia das Mães: Giselly Oliveira deu sua filha, mas se arrependeu

Especial Dia das Mães: Giselly Oliveira deu sua filha, mas se arrependeu

IMG_7864O Site SNT publicou nessa semana que antecede o Dia das Mães, comemorado neste domingo, 10, diversas formas de amar com histórias e perfis de mães. Hoje vamos contar a história da manicure Giselly Oliveira, de 33 anos.Mãe de quatro filhos, passou por muitos sofrimentos e até fome. Sem nenhuma refeição para oferecer aos filhos e a si própria, engravidou novamente e foi abandonada pelo pai da criança quando ainda estava com três meses. Sem emprego, passou a depender da caridade dos vizinhos, que vez ou outra levavam um prato de comida.

“Diante de toda aquela situação, comecei a ir atrás de pessoas que pudessem querer o meu bebê, porque eu já tinha outros filhos e estava muito difícil passar necessidades, ainda mais com um recém nascido. Eu não queria nada, além de uma família que pudesse cuidar dela e dar tudo o que eu não podia. Encontrei uma família no Recanto das Emas e entramos em contato meses depois”, conta Giselly.

Ao fazer uma ecografia, descobriu que a criança era uma menina e continuou com a ideia de doar a filha. No dia do parto, ligou para a moça da família que queria ficar com a menina e informou que estava entrando em trabalho de parto. “Rejeitei ela desde o início. Tive um parto muito difícil, não queria que ela saísse da minha barriga, precisaram me amarrar na cama para que ela pudesse sair. Não quis nem olhar para ela”, lembra.

A criança nasceu saudável e Giselly tinha todas as condições para amamentar, mas não queria, empurrava e rejeitava a filha. Os enfermeiros tinham que obrigá-la a amamentar. No dia seguinte ao nascimento, a moça que ficaria com o bebê acompanhou a criança, deu banho, trouxe roupas e a mãe, sempre deixando de lado, sem dar atenção aos seus choros e  muito nervosa.

“Assim que tive alta entreguei minha filha para aquela mulher e vim embora de ônibus para casa. Não tive mais nenhum contato com aquela família e há tempos também não falava com a minha, escondi toda a gravidez e a partir dali seria como se nada tivesse acontecido”, diz.

Mas Deus tinha um plano para mãe e filha. A tia de Giselly veio à sua casa e ela resolveu contar toda a verdade do que tinha acontecido há alguns dias para sua tia. “Comecei a sentir uma falta imensa da criança. Me arrependi e então minha tia me apoiou, fomos até a Delegacia para prestar uma queixa. A polícia foi atrás, mas não me deu muitas esperanças, porque já tinham se passado alguns dias e as chances de não estarem mais em Brasília eram grandes”, conta.

Mesmo com o passar dos dias, a polícia conseguiu encontrar a família que havia ficado com a criança, que se negou firmemente a entregá-la. Todos afirmavam que Giselly havia dado a criança e que se agora a quisesse de volta, que pagasse pela devolução da menina, pois muitos gastos tinham sido feitos para ela, até mesmo a reforma de um quarto. Depois de muita conversa e negociações, sob a ameaça de ser presa e agir de má fé, a moça resolveu devolver a pequena recém-nascida.

Era uma época muito fria em Brasília, em que todos andavam bem agasalhados. A moça ao entregar a criança disse que poderia até devolvê-la, mas que ela voltaria como veio ao mundo. Foi até a casa da mãe e entregou a pequena, totalmente nua, sem nenhuma roupa. Jogou-a nos braços da tia de Giselly, que naquele instante envolveu a criança na própria camiseta em que estava vestida.

Depois de toda a confusão, a família acolheu a nova membra e passou a ajudar, mas apenas por dois meses. “Começamos a passar dificuldades outra vez, mas agora eu tinha uma criança pequena, que dependia de mim ainda mais que osIMG_7865 meus outros filhos. Passei então a oferecer favores na vizinhança. Lavava, passava, limpava casa, tudo em troca de um prato de comida”, disse.

Ao ver o sofrimento de Giselly, os vizinhos se compadeciam e ajudavam aos poucos. Levavam às vezes um prato de comida para que ela dividisse com os filhos. Uma das vizinhas, tem o filho na creche Vovó Zizi, do projeto Parceiros de Deus e indicou a manicure, que tentasse uma vaga para a pequena Mariana, como passara a se chamar, já que os outros filhos estavam na escola, para que assim ela conseguisse um trabalho.

“Por vários dias fui até a creche para pedir uma vaga, insisti e surgiu uma oportunidade. Hoje a Mariana estuda e brinca feliz, sem saber que um dia ela teve que passar por toda essa situação. É uma menina adorável, esperta, sabe se expressar bem. Cativa a todos. Um dia contarei a ela como tudo aconteceu, mas mostrando como me arrependi de tudo o que houve e que hoje, podemos viver juntas, como mãe e filha”, afirma.

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