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Especial Dia das Mães: Ela enfrentou o preconceito, por ser cadeirante, para experimentar a dádiva da maternidade

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Especial Dia das Mães: Ela enfrentou o preconceito, por ser cadeirante, para experimentar a dádiva da maternidade

Especial Dia das Mães: Ela enfrentou o preconceito, por ser cadeirante, para experimentar a dádiva da maternidade

0012“Sempre sonhei em ser mãe e sempre dizia que seria um menino”.  A fala é da técnica em informática,  Adriana Brito, que mesmo enfrentando todo preconceito imposto pela sociedade, por ser cadeirante , nunca pensou em desistir de seu filho, Talles Brito.

A gravidez por sua vez não foi planejada, e Adriana tomou um baque. “Fiquei surpresa, chorei muito”. Nessa época, ela e o marido sofreram muitas dificuldades e momentos difíceis para contar aos parentes, mas depois curtiram e muito, a chegada do novo membro à família. “As pessoas não conseguiam acreditar que eu fosse capaz de gerar um filho dito ‘normal'”, conta.

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Ela não só foi capaz, como teve uma gravidez tranquila. A jovem mãe aproveitou cada momento da nova fase, as transformações no corpo e novas adaptações, tudo isso para trazer ao mundo o pequeno Talles, que nasceu saudável.

Adriana não nasceu com a deficiência física, adquiriu sequela de Poliomielite, mais conhecida como paralisia infantil, aos nove meses de vida. Com isso, teve paralisia total e ficou algum tempo na Unidade de Terapia Intensiva  (UTI). Para os médicos não havia mais solução e diante da situação, sua a mãe a levou para morrer em casa. ” Aconteceu o milagre do Senhor, eu sobrevivi e recuperei parte dos movimentos”, diz.

O filho hoje está com 13 anos de idade com muitos talentos, o que  a enche de orgulho. “Eu sou muito presente na vida dele. Somos muito amigos. Batalho por ele. Abdiquei de trabalhar por um tempo para acompanhar o seu crescimento e ele me dá muito orgulho. É um verdadeiro artista plástico, pinta quadros divinamente”, comemora.

A limitação física nunca impediu Adriana de seguir uma vida normal. Concluiu os estudos, ingressou na faculdade de jornalismo, mas teve que trancar ao longo do curso e se encontrou na área de informática. Vai às compras, acompanha a vida escolar do filho, enfrenta as paradas de ônibus, muitas vezes lotadas para ir para casa ou para algum compromisso e não deixa jamais de estar na presença de Deus, indo aos cultos com frequência. Mas para quem pensa que ela  para por aí, está enganado, seu próximo passo é ingressar no curso de serviço social e adotar uma menina, porque para ela não existe a palavra “impossível”.

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Angelo Rocha Desenvolvimento WordPress