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Ciência e fé são temas abordados em pesquisas

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Ciência e fé são temas abordados em pesquisas

Ciência e fé são temas abordados em pesquisas

Acredita-se que ciência e fé são duas coisas que não podem andar juntas, embora, há quem diga que são peças complementares. O Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), realizou duas pesquisas para saber o que as pessoas sabem sobre a ciência existente no país.  A partir de dois estudos realizados em São Paulo e Salvador, foi constatado que a população relaciona muito ciência e religião.

O projeto faz parte de uma iniciativa internacional que começou em 2001 envolvendo a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) e a Rede Ibero-Americana de Indicadores de Ciência e Tecnologia (Ricyt/Cyted). As pesquisas foram patrocinados e publicados pela FAPESP em 2005 e 2010.

Para uma melhor comparação e análise, foram utilizados questionários de 20 a 30 perguntas com abordagens individuais, em pontos de fluxo sorteados e distribuídos com base na densidade habitacional das cidades. Foram entrevistados homens e mulheres de todas as classes sociais e faixas de idade, a partir de 16 anos, seguindo as especificidades locais e a dinâmica demográfica do IBGE. As primeiras questões foram pensadas para mapear os hábitos de leitura da população, assim como as profissões mais valorizadas pelos entrevistados, os temas de maior interesse e a opinião sobre os setores da administração pública que deveriam receber maiores investimentos, como saúde, educação, obras, segurança pública etc.

As respostas apontaram que uma faixa de 78% dos moradores paulistas, acreditam no papel da ciência e do seu uso para a melhoria da saúde, do meio ambiente e da qualidade de vida. O Labjor comparou as respostas das pessoas com relação a religião e apenas 26% dos entrevistados declararam que a ciência é mais importante do que a fé. Na última vez em que ficaram doentes, 22% dos entrevistados disseram ter procurado por ajuda em seus templos religiosos e 29% buscaram opções caseiras e familiares como fonte de informação.

Na capital da Bahia, em Salvador, um número de 25% dos moradores concordam que as atividades científicas podem resolver todos os problemas. E 63%  classificados como pessoas mais idosas, com mais de 60 anos e os evangélicos, acreditam que atualmente se dá mais valor à ciência e pouco à religião.

Segundo Carlos Vogt, coordenador do Labjor e presidente da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), o crescimento da valorização de pesquisas se deve pela mudança no modelo de governança na gestão da ciência. “Se antes as decisões sobre os investimentos em ciência eram tomadas de maneira muito vertical, de cima para baixo, por alguns líderes de governo e uma cúpula de cientistas, hoje o modelo tende a ser muito mais democrático e a decisão dos investimentos requer cada vez mais a participação da sociedade civil”, afirmou Vogt.

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