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Bruna Gabriela deixou de ser temida no bairro em que morava para ser exemplo de vida

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Bruna Gabriela deixou de ser temida no bairro em que morava para ser exemplo de vida

Bruna Gabriela deixou de ser temida no bairro em que morava para ser exemplo de vida

Captura de Tela 2015-08-31 às 18.04.27A jovem Bruna Gabriela conheceu o mundo das drogas ainda muito pequena. Aos 9 anos de idade passou a fazer uso dos entorpecentes pela facilidade de acesso, pois em sua rua havia cerca de três bocas de fumo. “Minha mãe saia de casa de madrugada para trabalhar e eu comecei a conhecer o pessoal da rua e aí as drogas apareceram. Na minha casa não tinha uma TV, não tinha um DVD , porque tudo que tinha eu vendia. Até a comida eu levava para o pessoal da rua”, lembra.
Gabriela conta que nessa época não tinha um relacionamento amigável com a mãe, então as brigas eram constantes e no bairro em que morava as pessoas tinham medo dela.  “Minha mãe chegava em casa com fome e eu falava para ela colocar uma pitada de sal na língua, porque se dependesse de mim ela morreria de fome. Aos 11 anos de idade minha mãe me trancava do lado de fora de casa, porque não aguentava mais ficar sem nada dentro de casa.”
Mas nem isso foi suficiente para que a rebeldia da jovem diminuísse, muito pelo contrário. Ela esperava a mãe sair, destelhava o teto e entrava dentro de casa, levando consigo tudo que podia. Gabriela conta que tudo que tivesse ao seu alcance para prejudicar a mãe, ela fazia. Chegou muitas vezes a presenciar o padrasto com amantes, mas nunca contou para ninguém.  Até os 13 anos de idade, a jovem nunca tinha frequentado uma igreja e mal sabia da existência de Deus. Mas sem que ela soubesse, sua vida começaria a mudar. Conheceu um jovem que lhe falou do amor de Cristo e que gostaria de levá-la para a igreja, mas ela relutava em não ir, enquanto o jovem insistia para que ela conhecesse os caminhos de Deus. “Ele ia para minha casa todos os dias. Minha mãe saia de casa e ele vinha. Ela deixava ele entrar para que eu não usasse drogas, mas eu deixava ele lá e ia usar.  Isso durou  cerca de três meses”.
Depois de muita insistência, Gabriela então resolveu aceitar o convite. “Ele disse que se eu não gostasse ele nunca mais me procurava. Eu concordei, porque eu sabia que não ia gostar, até disse que se ele insistisse eu daria um tiro nele. Eu estava muito drogada e então coloquei a arma na cintura e já estava indo para o culto, quando ele pediu a arma. Eu então desistir naquele momento de ir fui para o jogo, porque eu fazia parte de uma torcida organizada”.
O rapaz não desistiu de Gabriela e mais uma vez lhe chamou para ir à igreja. O culto era o Arena Jovem e lá Gabriela vivenciou o poder de Deus em sua vida. “Eu não sei como eu aceitei a Jesus, mas quando olhei para trás já estava chorando e um monte de gente me abraçando”. Esse amor verdadeiro Gabriela experimentou e não queria mais largar, mas quando chegou em casa e falou para sua mãe o que tinha acontecido, ela sorriu e disse que agora a jovem seria rica, porque dentro da igreja o pessoal tinha dinheiro e lá ela conseguiria vender drogas. “Naquele momento eu disse que a amava, mas ela disse que não acreditava. Então eu falei que ia provar para todo  mundo que eu tinha capacidade para mudar”.
Gabriela passou a ficar reclusa em casa para não cair em tentação, só saia para ir aos cultos, aumentando ainda mais a sua fé. Após um ano na igreja, fez então o Revisão de Vidas e lá viu muitas pessoas que eram da mesma torcida, que queriam ver de perto a mudança. Quando saiu do Revisão resolveu se libertar do que lhe aflingia. Contou então para mãe tudo que o padrasto fazia, mas era tarde, a mãe a expulsou de casa junto com o padrasto.
Gabriela passou alguns dias na casa da avó e nesse tempo pedia a Deus uma transformação dentro da sua casa. “Minha mãe me pediu perdão e disse que tinha se convertido.  Eu voltei pra casa e hoje o nosso lar é totalmente transformado. Minha mãe e eu trabalhamos. A gente tem um a franquia com seis padarias, mas eu sei que tudo começou a dar certo quando eu decidi mudar”, destaca. Atualmente, Gabriela frequenta a Sara Nossa Terra do Centro de Parnamirim, no Rio Grande do Norte, e vive feliz com suas escolhas. “Hoje em dia eu tenho uma felicidade dentro de mim e a minha alegria é em estar na igreja”, comemora.

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