PRECISAMOS FALAR DA DEPENDÊNCIA EMOCIONAL E DE APROVAÇÃO – Sara Nossa Terra Doe agora

PRECISAMOS FALAR DA DEPENDÊNCIA EMOCIONAL E DE APROVAÇÃO

Vejo inúmeros casamentos se desfazerem por causa deste aspecto. “Ninguém consegue encher um tanque furado”, me disse um amigo, profundamente angustiado com as cobranças insistentes da esposa. Ele disse: “Eu me rendo. Tudo o que eu faço é insuficiente! É melhor assumir minha incapacidade de supri-la, do que viver sendo cobrado e tenso. Ela tem uma carência, que não consigo preencher”.

Esse tipo de carência é resultado de uma infância problemática e de um relacionamento incompleto com sua família de origem. Lá seria o ambiente correto e ideal para construir segurança, identidade e valor próprio. Mas, quando isso não acontece, gera-se um adulto com um grande “abismo” na alma, cheio de dúvidas sobre si e sobre sua capacidade de se relacionar.

O pior, nesse quadro, é que essa pretensa “rejeição” tem o poder de prender as pessoas. A rejeição, vista pela ótica de alguém carente, torna-se uma cadeia maligna. Quanto mais a pessoa cobra, a outra se afasta mais, e ela, consequentemente, se fere ainda mais. Assim, o ciclo da rejeição se fecha e se aprofunda paulatinamente, aumentando o fosso da dor. A única saída para isso é ter a coragem de voltar ao passado e se abrir à cura da alma, recebendo o amor e a aceitação que não se recebeu na infância.

Você precisa entender que o seu cônjuge não pode fazer o papel de seu pai ou mãe. O contrato é outro, e os papéis também. Embora amantes e companheiros, eles têm que ser pessoas autônomas e independentes em suas individualidades. Como pais, avós e mentores, precisamos saber o valor de um elogio a uma criança e a uma pessoa. Precisamos ser capazes de “parar” e olhá-los fixamente, tocá-los amorosamente, especialmente as crianças em formação, ou mesmo as pessoas que trabalham conosco e dependem dessa segurança.

Embora um elogio de seu chefe ou de seu líder possa lhe ajudar bastante, dando-lhe auto-confiança e segurança, precisamos aprender a não esperar que outras pessoas o façam por nós. Não podemos nos tornar dependentes de elogios.

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