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MOVIMENTE SEU DINHEIRO

Existe a falsa ideia, em nossa sociedade, de que o dinheiro substitui a dedicação, o cuidado para com o outro, para com aquele que nos é próximo e a quem amamos – ou deveríamos amar. Pais e maridos dão dinheiro aos filhos e às esposas para que não tenham que conversar com eles ou lhes dar atenção. Muitas vezes, o dinheiro tem um significado emocional negativo para nós porque fomos vítimas de sua má e desigual distribuição em nossas famílias; a distribuição não foi feita de maneira equitativa. O dinheiro ou os presentes não foram repartidos de forma igual, mas pela preferência dada a cada filho.

A maneira que aprendemos com nossa família a lidar com dinheiro nos influencia em nossa vida adulta: “nossa família é muito humilde” e, a mensagem aqui é “não se atreva a sair dessa condição de humildade”. O filho começa a ganhar dinheiro e a mãe, por medo ou ignorância, faz voto de pobreza.

Outro aspecto a observar é que o dinheiro serve como moeda de troca para afastar ou aproximar pessoas. O dinheiro funciona como os presentes com os quais agraciamos esse ou aquele ente querido – ou nem tão querido assim. Da mesma forma que é conveniente dar as coisas rapidamente para manter aqueles dos quais não gostamos afastados, é conveniente prolongar a negociação das coisas que os que amamos querem para mantê-los perto de nós.

No hebraico, quando o pai dava a bênção e dizia “Que o senhor te abençoe e te guarde”, não significava abençoar e guardar de si mesmo. “O Senhor te faça prosperar”, no sentido de liberado para prosperar, e “que o Senhor te guarde quando estiver próspero”, pois é um perigo se afastar dos caminhos de Deus.

Por fim, uma última observação para quem pretende multiplicar suas riquezas: o dinheiro não deve ficar parado. Nosso dinheiro é feito para circular, produzindo oportunidade para outros trabalharem, abençoando caminhos novos para que eles possam produzir mais, pois se Deus nos deu chance de sermos prósperos precisamos dar oportunidade para que outros prosperem também. Diante disso, é preciso perguntar: estamos prontos para sermos prósperos? Estamos dispostos a dar algo que possuímos para receber algo que desejamos? A consciência em paz é que tem a resposta verdadeira.

 

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