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Devemos acreditar apenas na Ciência?

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Devemos acreditar apenas na Ciência?

Devemos acreditar apenas na Ciência?

A Ciência moderna já provou que, sozinha, não leva o homem a padrões éticos. Ela é completamente incapaz de trilhar a caminhada da espiritualidade nos padrões que se encontram no momento, conquanto suas grandes descobertas.

A ética necessita ter padrões perenes, valores não ultrapassáveis, como o amor, a verdade, a honestidade em todos os níveis, inclusive no intelectual, para poder levar os seres humanos a uma vida mais plena. O discurso religioso aponta para questões subjetivas, como a alma, o espírito e a eternidade, exatamente onde reside a fonte de toda ética e espiritualidade.

Allan Sandage (1926-2010), astrônomo americano e cientista que se tornou cristão, declarou: “Somente com o sobrenatural posso encontrar a razão do propósito.”

No nosso mundo democrático e de liberdade, precisamos ter a capacidade de convivermos com nossos contrários. E, mais ainda, ter a liberdade para discutirmos valores e princípios de conduta e ética com os cidadãos que, embora caminhem conosco em nossa jornada existencial, não pensam como nós, nem partilham de conceitos e experiências espirituais ou sobrenaturais, nem mesmo de certas convicções científicas. Enquanto cientistas como Allan Sandage e John Polkinghorne, inglês, físico teórico da Universidade de Cambridge, fizeram mudanças de rotas existenciais devido a terem contactado o sobrenatural e por encontrarem respostas nas pegadas da religiosidade, milhares de outros não têm o mesmo destino.

Por isso, não respeitam nem gozam da mesma perspectiva espiritualizada da vida. Nesse palco, nos resta uma abordagem moral e ética, comum a todos os conviventes da sociedade, sem prejuízo à liberdade de comunicação entre todos. As pessoas radicais e ateias de hoje podem se tornar os convictos religiosos de amanhã e vice-versa.

Sem dúvida, em uma sociedade de maioria religiosa, a lei tende a seguir os princípios religiosos, mas sem ferir o princípio democrático e de proteção às minorias. Não é pelo fato de haver maiorias que regem qualquer princípio é que deve-se impor aos outros seus pensamentos e valores.

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