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Bancada evangélica cresce e tem número expressivo na Câmara dos Deputados

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Bancada evangélica cresce e tem número expressivo na Câmara dos Deputados

Bancada evangélica cresce e tem número expressivo na Câmara dos Deputados

Foi-se o tempo em que religião e política não se misturavam. Hoje não só se relacionam muito bem, como é possível perceber em cada eleição um número cada vez maior de representantes cristãos no poder público.

Nas eleições de 2014, por exemplo, o número de candidatos evangélicos cresceu, representando um aumento de 45% em relação ao ano de 2010. A população evangélica também teve um aumento expressivo. Segundo dados do último Censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa população passou de 15,4% em 2000 para 22,2% em 2010.

A atual legislatura, que terá início em fevereiro de 2015 e segue até 2019, conta com 78 deputados federais eleitos, entre eles bispos, pastores e artistas gospel. Eles representam cerca de 15% dos 513 deputados que compõe a Câmara dos Deputados. Em 2010 esse número era menor, mas não menos significativo, com 70 representantes.

De acordo com o Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (Fenasp),  a sociedade está cada vez mais consciente que existe, de fato, um movimento de desconstrução de valores que coloca em risco a infância no Brasil, bem como a instituição familiar. “A sociedade entende a necessidade de pessoas do bem para fazer a defesa de grandes e importantes bandeiras, mas não podemos ainda esquecer que o resultado do trabalho dos políticos e parlamentares cristãos tem agradado a população”, destaca a entidade.

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Deputado Federal Silas Câmara

Para Silas Câmara, Deputado Federal do PSD do Amazonas, a estatística cada vez mais crescente de aceitação da população por candidatos evangélicos o deixa muito feliz uma vez que a sociedade tem entendido o compromisso da bancada. ” A sociedade pode esperar muito compromisso da bancada evangélica com os princípios que nos fizeram adentrar a vida pública que é a manutenção da família, da propagação do Evangelho”.

O cientista político Rócio Barreto, observa que os candidatos são considerados uma expressão da sociedade. Quando um candidato tem um trabalho social, de comunidade, um conhecimento, mesmo na evangelização das pessoas, tem um “pseudo” respaldo da sociedade, que muitas vezes o influenciam a saírem candidatos. “O crescimento na participação política pode ser visto pela procura de mais espaço em toda sociedade pelos evangélicos, bem como pelo efeito proporção, advindo do sistema eleitoral proporcional”.

Os políticos evangélicos figuram como protagonistas de importantes lutas e são autores de propostas legislativas que visam beneficiar toda a sociedade, além da construção de uma cultura de paz no Brasil. Entre os assuntos que devem ser retomados à discussão e pautados pela bancada estão a legalização das drogas, criminalização da homofobia, combate ao infanticídio indígena, tráfico de pessoas, ao trabalho escravo, além da luta contra a legalização da prostituição e se envolver de forma mais efetiva no combate a corrupção.

Para Barreto, candidatos evangélicos, na sua razão, defendem a família com um casal hetero, diferentemente dos candidatos do movimento LGBT que defendem o núcleo familiar com casais homoafetivos. “Em ambas situações cada um quer provar e mostrar a sociedade sua razão, o que causa e sempre causará conflitos”.

Entretanto, o eleitorado que vota no seguimento, nem sempre são evangélicos, o que alegra a bancada, como destaca o Deputado Silas. “Pelo que temos conhecimento, cerca de 30% das pessoas que votam em nós, não são necessariamente evangélicos, mas de outras denominações, o que é muito bom, mas falta um pouco mais de mobilização efetiva da sociedade cristã, pois sei que podemos dobrar esse percentual, até porque estamos construindo uma sociedade mais representada no Congresso Nacional”.

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