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Ataque na Síria: Vidas ceifadas em uma guerra sem fim

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Ataque na Síria: Vidas ceifadas em uma guerra sem fim

Ataque na Síria: Vidas ceifadas em uma guerra sem fim

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Fonte: internet

O Ministro da Justiça da Turquia, Bekir Bozdag, informou nesta quinta-feira (6), que as autópsias realizadas nas vítimas do ataque ocorrido na última terça (4), na província de Idlib, na Síria, confirmaram o uso de armas químicas.

“Fizeram autópsias em três corpos que foram levados de Idlib para Adana (sul da Turquia), e contaram com a participação de representantes da Organização Mundial da Saúde, Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ). O resultado das autópsias comprovou o uso de armas químicas”, afirmou Bozdag, à agência de notícias turca “Anadolu”.

O ministro de Saúde da Turquia, Recep Akdag, já tinha dito na quarta-feira que existiam “provas” do uso de armas químicas no ataque, que ele atribuiu ao governo sírio, que vem negando seu envolvimento na ação.

“Esta investigação científica demonstrou que Bashar al Assad (presidente sírio) utiliza armas químicas”, afirmou Bozdag, nesta quinta, após o resultado das autópsias.

Após o ataque na cidade de Khan Sheikhoun, na última terça-feira, que causou mais de 80 mortes e deixou centenas de feridos, 30 das vítimas foram transferidas para hospitais da Turquia.

Na quarta-feira, o governo turco tinha classificado o ataque como “crime de guerra e crime contra a humanidade”.

Registro da guerra

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Foto chocante mostra Abdul-Hamid Alyousef, de 29 anos, com seus dois bebês nos braços

Abdul-Hamid Alyousef, de 29 anos, perdeu seus bebês gêmeos e a esposa no suposto ataque químico ocorrido na cidade de Khan Sheikhoun, na Síria, que já deixou mais de 70 mortos. Dois irmãos, além de sobrinhos e outros familiares do homem também morreram. Em fotos divulgadas pela agência Associated Press, ele aparece chorando com as crianças mortas nos braços.

Ele contou que estava junto dos filhos e da esposa quando ocorreu o ataque aéreo. após alguns minutos, a família sentiu um odor e as crianças começaram a passar mal, assim como a mulher. Alyousef os levou a um hospital e achou que eles ficariam bem, por isso voltou ao local onde mora para ver como estavam seus demais parentes. Quando chegou, viu os corpos de alguns deles caídos. Posteriormente, ficou sabendo que a mulher e os gêmeos de 9 meses haviam morrido no hospital.

Um primo de Alyousef contou que ele também está recebendo tratamento por ter sido exposto ao químico, mas que está especialmente mal por causa da grande perda familiar.

Um balanço divulgado pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) indica que 20 das mais de 80 vítimas fatais são crianças.

De acordo com a ONG, houve um ataque aéreo no reduto rebelde da cidade de Khan Sheikhun, na província de Idlib. Logo em seguida, foi liberado um “gás tóxico” que a instituição não sabe identificar. Civis morreram  e dezenas apresentaram problemas respiratórios, vômitos e desmaios.

O grupo de jornalistas pró-oposição Edlib Media Center (EMC) e os Comitês de Coordenação Local afirmam que pode ter sido o gás sarin, que é altamente tóxico e considerado 20 vezes mais letal do que o cianureto.

“Os horríveis acontecimentos de terça-feira demonstram, infelizmente, que os crimes de guerra continuam na Síria e que o direito internacional humanitário é violado frequentemente”, afirmou nesta quarta-feira o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, ao chegar a Bruxelas, onde ocorre uma conferência sobre o conflito sírio.

 Fonte: g1.globo.com
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