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Adriana perdeu a filha de 04 anos para o câncer e dessa dor ela aprendeu uma lição

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Adriana perdeu a filha de 04 anos para o câncer e dessa dor ela aprendeu uma lição

Adriana perdeu a filha de 04 anos para o câncer e dessa dor ela aprendeu uma lição

A história de Adriana Barreira da Silva é de encher os olhos e transformar o coração. Em 2014 a filha de 4 anos de Adriana começou a se sentir muito mal, os pais sempre levavam a menina ao hospital, mas ela sempre permanecia doente, os exames não diagnosticavam o que a criança tinha.
Por meio da ajuda do patrão, Adriana trouxe sua filha para fazer exames em Araguaina, no Tocantins e os médicos não deram certeza da doença, suspeitavam de aplasia de medula. “Quando eu recebi aquela notícia foi a mesma coisa de acabar o meu mundo. Lá não tinha como eles fazerem o tratamento, porque eles não tinham remédios, foi então que viemos para Brasília”, conta.
Ao chegar no Hospital Materno Infantil de Brasília as dificuldades continuaram, um dos médicos recusou o atendimento, já que Adriana e sua família eram de Ourilândia, no Pará, e assim, deveriam buscar atendimento em Belém, capital mais próxima da residência. Mas Deus queria agir na vida daquela família e abriu o coração de um dos médicos que aceitou atendê-los. Após muitos dias de internação e exames, ninguém sabia dizer o que a filha de Adriana tinha e ela começou a piorar cada dia mais. “Ela era tão abençoada que Deus mandou ela pra mim apenas para mudar a nossa história de vida, mas nós não sabíamos.” Logo depois foram encaminhados ao Hospital da Criança, e os exames continuavam sem detectar nenhuma anomalia, apenas uma anemia forte, que a levavam a tomar sangue todos os dias.
O sofrimento não havia parado, o apêndice da criança estourou e ela precisou fazer uma cirurgia e novamente ficou bem. Depois de muitos meses e muita caminhada por vários hospitais chegaram a conclusão de que ela estava com leucemia. “Aquilo ali foi muito triste, e nessa temporada toda ela sempre me dava força, falava que não era pra eu chorar, porque ela estava bem. Ela sentia muita dor no corpo, eu massageava as pernas dela. Eu ia para o banheiro tomar banho e quando eu saía ela via que eu tinha chorado. Ela me perguntava por que eu já estava chorando, já que ela tinha dito para que eu não chorasse”.
Com apenas 4 anos, a pequena Kemily Emanuelle tinha uma fé muito grande, mesmo com a pouca idade. Ela falava muito de Deus e tinha um entendimento enorme, muitas vezes maior que o da própria família. “Ela pegava a Bíblia e orava ‘Senhor, me tira desse hospital, me cura, cura todas as criancinhas que estão aqui’, e isso me fortalecia, me deixava cada dia mais firme”, lembra. Devido a superlotação do Hospital de base, a criança precisou ser transferida para outro hospital, onde foi entubada e colocada na UTI e ali permaneceu por 17 dias.
Antes Kemily ser entubada falou com o avô e o perguntou se ele havia ido para a igreja. “Meu pai disse que não foi e ela pedia ‘vovô vai pra igreja, ora por mim que eu estou precisando de oração’, nós ainda não éramos evangélicos. Ele dizia que estava orando em casa, mas ela dizia que não era a mesma coisa, que ele deveria ir orar por ela na igreja, pedir que o Senhor a curasse”.  Adriana conta que sua filha impactava as pessoas por onde ela chegava, todos ficavam muito admirados com a sua inteligência e até achavam que ela tinha mais idade.
“A última vez que ela falou com o meu pai ele tinha ido para uma vaquejada e eu estava com ela no hospital. Quando foi a noite nós ligamos para lá e falamos com minha mãe, minha irmã e até então ninguém ia na igreja, mas naquele dia elas tinham ido. Ao perguntar sobre o meu pai, minha mãe contou onde ele estava, e ela ouviu, pegou o meu telefone e falou para minha mãe que ‘o vovô não pode ir para vaquejada, ele tem que ir para a igreja, pra orar por mim”. No dia seguinte ao falar com o avô pelo telefone, nem pediu a benção, costume que tinha com todos, logo o questionou sobre a ida a igreja e disse que ele tinha que parar de beber cerveja, de jogar dominó e baralho e ir para a igreja orar por ela. Naquele instante ela pediu a benção, e deu tchau, foi a última vez que os dois se falaram. Adriana conta que sua filha sempre abordava o avô sobre aquele assunto e ninguém mais. “Depois daquela ligação, meu pai começou a ir para a igreja.’
Adriana contou para a filha na UTI, quando ela estava entubada, que o avô tinha ido para a igreja, naquele momento ela apertou a mão da mãe e chorou. Alguns dias depois, ela piorou e ficou mais fraca, os batimentos do coração estavam muito baixos. “Eu sempre ficava do lado dela e mesmo os médicos dizendo que ela estava entubada e eu poderia ir pra casa, eu permanecia ali. E num dia eu ajoelhei, orei e falando com Deus eu sentia a presença de Deus, com ela no colo. Me veio uma alegria muito grande no coração. Parecia que Ele estava curando ela, mas ao fechar os olhos eu vi o cemitério e o caixão branco. Clamei a Deus que ela não fosse embora, mas no dia seguinte, quando eu estava cochilando, fui acordada pelo médico, ele perguntou pelo meu esposo e falei que ele estava no Pará, então ele pediu que outra pessoa viesse me acompanhar.”
O patrão de Adriana veio para ficar com ela no hospital, pois o médico afirmou que Kemily estava falecendo e não tinha como fazer nada. O médico queria desligar os aparelhos, mas ela não queria deixar que desligassem os aparelhos de sua filha. “Segurei na mãozinha dela e disse o quanto a amava e que a partir dali eu e toda a nossa família iriamos para a igreja. Agora eu entendo que Deus deu a cura para ela. A cada dia eu sou mais forte, Deus me fortalece e me mostra que levou ela e ela está na glória. Para estarmos com ela lá precisamos permanecer firmes e andar sempre nos caminhos do Senhor”.
 

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