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Novo projeto de lei do Paquistão visa punir mais severamente quem praticar atos de blasfêmia

foto divulgação

Atos de blasfêmia vêm sendo constantemente noticiado na grande mídia. No Brasil, recentemente um grupo de homossexuais chamou a atenção ao se vestiram de Jesus e compararem o sofrimento e perseguição que o filho de Deus passou ao que eles vivem.

O ato foi criticado veemente por muitas pessoas e apoiado por outras, até uma ação de autoria do Deputado Distrital Rodrigo Delmasso (PTN-DF) foi protocolizada no Ministério Público Federal (MPF), por ser considerada pelo parlamentar crime de intolerância. Além dele, outros entraram com ação contra a encenação.  

Por outro lado, muitos países condenam com mais veemência esse tipo de atitude. No Paquistão, por exemplo, a ação poderia ter surtido resultados desastrosos, pois no país, atos assim são considerados blasfêmia e a população faz justiça com as próprias mãos. No fim de maio, igrejas e casas onde cristãos viviam foram vandalizadas e saqueadas em um bairro em Lahore, no Paquistão, após rumores de que um jovem cristão havia queimado um Alcorão.

Mas um projeto de lei visa mudar esse quadro com a introdução de penas mais severas contra contra aqueles que blasfemam. O projeto já foi finalizado e será apresentado ao governo paquistanês. A nova legislação tem como objetivo garantir que as pessoas não façam justiça com as próprias mãos, exigindo provas de que um indivíduo teve a intenção de blasfemar.

A lei atual foi responsabilizada pelo aumento das tensões inter-religiosas em todo o país. Grupos de direitos humanos dizem que a lei é frequentemente mal utilizada por extremistas. Na maioria dos casos, são falsas acusações contra os cristãos, a fim de acertar contas pessoais.

A proposta para apertar a legislação foi bem recebida por Nasir Saeed, diretor do Centro de Assistência Judiciária, que trabalha com os cristãos no Paquistão. “O mau uso da lei está em ascensão. A comunidade cristã está sob ataque constante e consideram-se um alvo principal, e a causa da perseguição é a lei sobre blasfêmia”, disse ele em um comunicado.

No entanto, Saeed alertou que pode não haver mudanças imediatas, mesmo se o projeto virar lei, mas “isso terá um impacto a longo prazo na vida dos cristãos, pois significa que nenhuma pessoa de qualquer fé será falsamente acusada ou morta por um crime que nunca cometeu”.

Com informações do site:  Portas Abertas

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