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MC Bola de Fogo se converte e abre clínica de reabilitação no ES

MC Bola de Fogo se converte e abre clínica de reabilitação em Guarapari, onde atende 47 internos
Foto: Divulgação/Giro Assessoria

O ex-MC Bola de Fogo, conhecido no meio secular com o hit “Atoladinha” fez sucesso em 2006. À época, o cantor estava afundado em drogas e álcool e, em meio à fama e sucesso, desistiu “da vida desregrada, fora da lei e sem salvação”. Hoje, ele vive em Guarapari e coordena uma clínica de reabilitação de dependentes químicos que atende 47 pessoas. É desse negócio, inclusive, que o artista tira o próprio sustento.

Bruno Lucena, de 38 anos, conta que se converteu há cerca de oito anos, quando começou a trabalhar com palestras em escolas, presídios e decidiu se lançar no mercado do funk gospel. “Lancei um novo CD que até representa esse novo momento da minha vida”, diz. O álbum “Bruno Resgatado” traz um novo Bola de Fogo, nome que não incomoda o carioca da zona Norte.

O funkeiro lembra que começou a usar drogas e a se envolver com o tráfico aos 14 anos. Com pouco mais do que essa idade, acabou sendo enquadrado algumas vezes pela relação que mantinha com criminosos. “Cansei. Não aguentava mais o cansaço que a droga causava no meu corpo. Nesse meio de funk, é muito comum as festas, por exemplo, serem regadas a álcool, drogas e prostituição. Acabei me envolvendo e me arrependo disso”, conclui.

Para ele, depois que mudou de vida, começou a criar uma vontade de ajudar as pessoas da mesma forma com que ele teve força de vontade para se ajudar. “É muito difícil largar a droga. Mas é o que eu digo sempre na clínica. Se conseguirmos ajudar uma pessoa, já está valendo”, comemora ele, que diz que, em média, a cada dez pessoas apenas três se livram do vício.

“FOI UM CAPÍTULO”

Embora se arrependa dos episódios nos quais usou drogas, abusou da bebida e se esbanjou nas festas e bailes funk, Bola de Fogo não exclui nenhum episódio de sua história da memória que carrega sobre sua própria vida. “Sinto por não ter recusado certas coisas e por ter feito outras, mas, não dá para apagar simplesmente”, justifica.

Segundo ele, se não tivesse passado por tudo o que passou e se submeteu, não teria chegado até aqui com essa vontade de ajudar. “Eu tive que passar por tudo que eu passei para conseguir entender tudo o que eu tenho na cabeça hoje. Acho que faz parte. E que bom que comecei a cantar novo. Por um lado, foi bom”, avalia.

CLÍNICA DE REABILITAÇÃO BOLA DE FOGO

Hoje, 47 internos são atendidos por Bola de Fogo e uma nutricionista, psicólogo, analista e outros profissionais da área da saúde. Particular, a clínica que leva o nome do funkeiro serve de sustento. “Apesar de também fazer palestras em escolas, presídios e até em favelas, vivo do que ganho com o centro de reabilitação”, garante.

Ele também realiza alguns trabalhos, mesmo morando no Espírito Santo, nas favelas do Rio de Janeiro. Por lá, ele se concentra em se associar a pastores que aceitem levar a palavra de Deus para as comunidades carentes. “Também faço questão de levar para esse pessoal a minha história”, finaliza.

Fonte: gazetaonline.com.br

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