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Conferencistas iniciam em SP debate sobre ciência e fé

Viver no amor de Deus e ter humildade são requisitos para diálogo e convergência entre cientistas e religiosos

conferenciafeComeçou na tarde de 01 de maio, a Conferência Internacional Ciência e Fé – Podem andar juntas?, que reuniu, em São Paulo, público diversificado e participativo. Lado a lado no auditório Elis Regina, no Centro de Convenções do Anhembi, não economizaram em sessões de palmas ao longo de toda a tarde, principalmente quando havia referência à supremacia da fé e crença incondicional em Deus para trilhar um caminho que siga, além do sucesso, realizar-se sob a ética e a busca do bem estar coletivo.

A conferência, que se estende até o próximo sábado, 3 de maio, é uma realização do Instituto Hayah Ciência com Fé, entidade voltada para o incentivo à pesquisa, ao debate e à evolução democrática da comprensa sobre temas de vanguarda ligados à religião.

Físico por formação, o Bispo Robson Rodovalho fundador e presidente da Igreja e do Grupo Sara Nossa Terra, do qual faz parte o Hayah, deu as boas vindas aos conferencistas convidados e agradeceu ao público a presença.

Houve duas apresentações nesta tarde: Antônio Delson – Doutor em Engenharia e Tecnologia Espaciais e professor da Universidade Federal de Feira de Santana (BA); e Francisco Borba – Biólogo e sociólogo, coordenador de projetos do Núcleo da Fé e Cultura da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Com uma exposição mais alinhada à apreciação científica, apesar de se demonstrar clara e veementemente um homem de fé antes de tudo o mais, Delson foi taxativo ao afirmar: “Claro que há conflitos entre ciência e fé. Mas necessariamente não são caminhos opostos. São duas verdades que se completam.

Ainda segundo Delson, é importante reconhecer que “a ciência tem buscado formas de comprovar sua fé”. E, para isso, há que passar por uma aprendizado importante: crença não é fé. Somente ao chegar à verdadeira fé, o que cabe também àqueles que já vivem no amor incondicional de Deus, será possível a ambos dispor da sabedoria e humildade necessárias a caminhar juntos.

Para o conferencista Francisco Borba, sem ter consigo pleno sentimento de fé, reconhecimento da existência de Deus, um cientista pode até chegar ao mais brilhante dos feitos. No entanto, aquilo que seria uma grande vitória, aos olhos dele “vai parecer um universo que não tem sentido”. E foi além, com base em uma referência ao pensamento de Santo Agostinho: “Ele dizia que a reciprocidade da ciência é a tristeza. Quando os cientistas deixam de acreditar – ou não acreditam – em Deus é porque estão tristes”.

Borba, diante da plateia fundamentalmente cristã, foi festado com aplausos em várias oportunidades. Principalmente nas quais condicionou a fé como prerequisito para as demais realizações do homem em sua vida. Isso porque, dentre outras explicações, “é da fé que vem a sabedoria necessária para encontrar as lacunas – o que vale também para a ciência”.

Amanhã, 2 de maio, os paineis serão retomados a partir das 9h00, com uma rápida introdução do Bispo Robson Rodovalho. O anfitrião irá apresentar Gerald Schroeder, que veio diretamente de Israel para contribuir a conferência.

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